terça, 01 de dezembro de 2020

Entrevista ao Correio
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Para Cartaxo, a crise não contaminou João Pessoa

Adelson Barbosa dos Santos / 27 de dezembro de 2015
Foto: Rafael Passos
“A crise econômica nacional não contaminou a Prefeitura de João Pessoa. Nós vencemos o pessimismo”. A declaração foi dada pelo prefeito da Capital, Luciano Cartaxo (PSD), em entrevista ao Correio, por ocasião de um balanço das atividades realizadas pela gestão municipal no decorrer de 2015.

Segundo Cartaxo, além de não se deixar contaminar pela crise econômica, a Prefeitura ainda teve um incremento de R$ 17 milhões na sua arrecadação, fruto de um mutirão fiscal que permitiu aos devedores quitarem seus débitos com descontos nos juros e multas.

Cartaxo disse que, três anos depois de sua posse, a gestão municipal está implementando uma de suas promessas de campanha: preparar a cidade para o primeiro milhão de habitantes. Hoje, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a Capital tem quase 800 mil habitantes.

Pré-candidato à reeleição em 2016, Cartaxo disse que não fará uma campanha de comparações. Até porque, garante, não há como comparar. Mesmo assim, disse que, em sua gestão, o Banco Cidadão investiu, em três anos, mais do que o Empreender João Pessoa aplicou na gestão municipal nos oito anos anteriores.

A mesma coisa, segundo ele, aconteceu em relação à construção de moradias populares. Ao término do seu governo, em dezembro de 2016, ele garante que terá construído mais residências do que tudo o que foi feito nos dez anos anteriores ao seu mandato. Cartaxo declarou que percebeu a crise econômica em setembro de 2014 e que, daquele momento em diante, se preparou para enfrentá-la.

A entrevista

- Na campanha eleitoral, o Sr. prometeu preparar a cidade de João Pessoa para o primeiro milhão de habitantes. A um ano do término do mandato, a cidade já está preparada?

- Sem dúvida, temos diversas políticas públicas que envolvem áreas importantes de João Pessoa. Estamos transformando o Centro Histórico em um local turístico e cultural forte. Começamos com a recuperação das Praças da Independência, João Pessoa e da Pedra, passando pela restauração da Casa da Pólvora. O mesmo estamos fazendo no Hotel Globo e tudo culminará com a grande obra de revitalização da Lagoa e de todo o Parque Solon de Lucena, que terá características de parque. Aliás, a obra da Lagoa é para quem tem coragem de enfrentar um desafio de 100 anos. Com essas intervenções, estamos transformando o Centro Histórico para entregá-lo a quem mora na cidade e aos turistas, de forma que todos possam conhecer melhor e desfrutar das belezas da terceira cidade mais antiga do País.

- Mas a preparação da cidade para o primeiro milhão de habitantes não se resume apenas ao Centro Histórico...

- Iniciamos as intervenções na origem da cidade, que é o Centro Histórico. Depois, seguimos para a Orla Marítima, que está modernizada e padronizada. Para se ter idéia, implantamos 8,5 quilômetros da asfalto na orla, já entregamos a calçada padronizada do Cabo Branco, do lado das residências, hotéis, bares e restaurantes. Estamos entregando a calçada entre o Hotel Tambaú e o busto de Tamandaré. Seguindo para os bairros, temos a presença marcante da Prefeitura em praças, Unidades Básicas de Saúde (UBS), academias, obras de infraestrutura, escolas reformadas e climatizadas e novas creches para que as crianças a partir de seis meses tenham educação de qualidade e um futuro promissor.

- O ano está terminando com o Brasil mergulhado numa crise econômica sem precedentes. Como essa crise afetou as finanças do Município?

- Ainda em setembro de 2014, começamos a perceber que teríamos um ano de 2015 difícil. Naquele momento, entendemos que seria necessário tomar medidas imediatas. Em 2016, não será diferente. Serão necessárias novas medidas. É preciso que tenhamos uma avaliação constante para o que vem no próximo ano. Mesmo assim, 2016 será um ano de consolidação de obras. Estou encerrando 2015 entregando obras e vou entregar em janeiro, fevereiro, março... Vamos tomar novas medidas de contenção para que possamos encerrar 2016 comemorando como em 2015, quando entregamos 70 obras.

- Mas a crise afetou as finanças do Município?

- Você conhece o gestor na hora da crise. Em 2013, os problemas foram poucos. Em setembro de 2014, começamos a identificar as dificuldades que aumentaram em 2015 e continuarão em 2016. Mesmo assim, estamos trabalhando nas adversidades. Estamos superando-as. Gosto de saber como está o andamento das obras, converso com os secretários. Planejamos em 2013 e estamos colhendo agora porque temos visão de futuro.

Leia a entrevista completa no jornal Correio da Paraíba

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