sexta, 26 de fevereiro de 2021

Geral
Compartilhar:

Empresa que fazia ‘pirâmide financeira’ é desarticulada na Capital

Katiana Ramos / 16 de agosto de 2017
Foto: Reprodução
Ganhar dinheiro sem sair de casa a partir de apostas em jogos de futebol. Essa era a proposta de um homem, preso nesta terça-feira (15) pela Polícia Civil, que integrava uma empresa de fachada que aplicava o golpe da pirâmide financeira na Paraíba. Conforme o depoimento e identificação das vítimas, a Polícia estima que o golpe com a arrecadação ilegal de dinheiro ultrapassa R$ 4 milhões.

Na tarde de desta terça-feira (15), os policiais da Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF) de João Pessoa prenderam Dênis Albuquerque, suspeito de ter recebido pelo menos R$ 1 milhão de um grupo de 34 pessoas, moradores da capital e do município de Bayeux. No entanto, outros dois envolvidos no esquema já foram identificados pelos policiais e devem comparecer a DDF ainda esta semana, segundo informaram os advogados dos suspeitos.

Em depoimento, Dênis Albuquerque alegou que também foi vítima da pirâmide financeira, que captava novos adeptos com a promessa de aposta em jogos de futebol a partir de um valor mínimo investido na suposta empresa, que funcionava por meio de um aplicativo denominado de ‘D 9’. O esquema é o mesmo descoberto na semana passada pela Polícia Civil da Bahia, na qual um líder recruta dezenas de pessoas para participar do grupo com a promessa de receberem, mensalmente, pelo menos o dobro do dinheiro aplicado.

“Neste caso da prisão que fizemos, seria uma aposta de jogos de futebol e a renda dessas pessoas seria revertida em lucro. Mas, o lucro só existiria mediante o ingresso de outras a partir de um valor mínimo investido na suposta empresa, que funcionava por meio de um aplicativo denominado de ‘D 9’. O esquema é o mesmo descoberto na semana passada pela Polícia Civil da Bahia, na qual um líder recruta dezenas de pessoas para participar do grupo com a promessa de receberem, mensalmente, pelo menos o dobro do dinheiro aplicado. “Neste caso da prisão que fizemos, seria uma aposta de jogos de futebol e a renda dessas pessoas seria revertida em lucro. Mas, o lucro só existiria mediante o ingresso de outras pessoas. Cada cota era negociada no valor de R$ 6 mil. Tiveram pessoas que investiram em cinco cotas e pagaram R$ 50 mil. A proposta do grupo era que a pessoa receberia três vezes mais do que investiu, só que não tinha contrato, nem recibo. E, na hora que as pessoas iam sacar o dinheiro, não tinha nada”, detalhou o delegado Lucas Sá.

Os outros dois suspeitos identificados pelos policiais seriam responsáveis por pelo menos outros dois grupos, que somam quase R$ 3 milhões em golpe. A Polícia investiga ainda a ligação desses suspeitos com o grupo preso na Bahia.

Relacionadas