quinta, 06 de maio de 2021

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Em JP, Lenine combina sucessos da carreira com músicas inéditas

André Luiz Maia / 19 de outubro de 2018
Foto: Divulgação
A vontade incessante de estar sempre em movimento motiva Lenine a apresentar seu novo projeto, Em Trânsito. No show que apresenta nesta sexta-feira (19) à noite em João Pessoa, o pernambucano subverte a lógica e apresenta show com músicas inéditas e material prévio da carreira com nova roupagem, com registro ao vivo já lançado, antes mesmo de entrar em estúdio.

Lenine é afeito a experimentações e a tentar pensar em novas formas de apresentar seu trabalho. Foi assim com duas trilogias de álbuns. A primeira, composta por O Dia em que Faremos Contato (1997), Na Pressão (1999) e Falange Canibal (2002), traz um conceito amarrado posteriormente, após a elaboração das canções. Já a segunda, com os álbuns Labiata (2008), Chão (2011) e Carbono (2015), seguiu o caminho inverso, com discos produzidos sob conceitos fechados, entrelaçados entre si, agregando canções feitas especialmente para o projeto. Agora, com Em Trânsito, ele segue outro caminho.

"Uma coisa que pautou e pontuou a minha vida foi esse desejo de sempre percorrer caminhos diferentes, porque isso é atraente e sedutor para nós que trabalhamos com criação. No caso desse projeto, foi o fato de sair primeiro o documento ao vivo disso, depois o CD, depois do DVD, com o show na íntegra. Depois vamos fazer um lançamento em vinil. Agora, com o show já na estrada, passei a produzir algumas canções em estúdio, a começar pelas músicas inéditas do Em Trânsito", explica Lenine, em entrevista ao CORREIO.

Dentre as canções inéditas do projeto, estão "Que baque é esse?", que une a percussividade da expressão popular do maracatu com o saxofone do maestro Carlos Malta, e "Intolerância", nova parceria de Lenine com Ivan Santos. Tem paraibano no meio também, já que Braulio Tavares assina junto ao pernambucano a faixa "Ecos do ão". Arnaldo Antunes aparece nos créditos da faixa "O Céu É Muito".

Ao todo, são dez faixas inéditas. A novidade aqui também se dá no processo de construção das canções. Geralmente, Lenine chegava com as melodias, letras e uma base no violão desenvolvida. Em Trânsito começa de um jeito bem mais cru: ele pediu a ajuda dos companheiros Jr. Tostoi, Guila, Pantico Rocha e Bruno Giorgi (seu filho, aliás) para vestir os esqueletos.

"Meu violão está carregado de uma certa assinatura, que deixa implícito uma condição rítimica, o que acabava definindo a criação dos arranjos. Aqui, percorremos outro caminho, para que os arranjos se originassem com base em outros instrumentos, e as canções deveriam funcionar independente disso, apenas com voz e letra", justifica o artista.

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