segunda, 20 de maio de 2019
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Eduardo Bolsonaro defende armamento da população

Francisco Varela Neto / 18 de setembro de 2017
Foto: Nalva Figueiredo
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSC) defendeu a tese de armamento entre os cidadãos brasileiros. Ele disse nesta segunda-feira (18) que com as novas regras que estão sendo colocadas no novo estatuto do desarmamento, de que para se retirar o porte de arma é preciso fazer exame psicológico, ter nível superior e idade mínima de 25 anos, o processo se torna muito rígido para aquele que deseja ter uma arma de fogo. O deputado foi o entrevistado desta segunda do programa Correio Debate da rádio Correio Sat/98FM. Ele ministra nesta segunda uma palestra no Clube do Oficiais da Polícia Militar sobre o fim do Estatuto do Desarmamento.

Leia também: 'Estado não dá conta da segurança, diz autor de projeto para revogar desarmamento

"É falado, por exemplo, em nível superior. Se é exigido nível superior para ter uma arma, a lavradora rural que é estuprada lá nos confins do mundo e ninguém vai ficar sabendo, você está negando a ela o direito a legítima defesa", explicou.

Ele acrescentou que quem está preparado para utilizar arma de fogo hoje em dia são os bandidos. "E antes que falem em preparo, eu adianto, quem está preparado é o marginal, esse sim não fez exame psicológico, nada consta na Justiça, idade mínima, esse aí pega a arma onde ele quiser, então vamos ter cuidado com esse requisitos também porque o PL 3722, ele veio muito rígido para você comprar uma arma de fogo", disse o deputado.

De acordo com o Eduardo Bolsonaro, o Estado, que é o principal responsável pela segurança, é responsável apenas na via, mas não pode fazer este papel nas residências.

"O estado tem que dar segurança na via, ele não tem que ser o guarda costas de cada cidadão. Quando alguém entra na sua casa, o primeiro a dar este combate para proteger a sua família, é você que está dentro de casa. Não é o estado", destacou Bolsonaro.

O projeto apresentado pelo senador Wilder Morais (PPGO) propõe a realização de um plebiscito, junto com as eleições gerais do ano que vem, para que a população se manifeste sobre a liberação do porte de armas de fogo para cidadãos residentes em áreas rurais e a revogação do Estatuto do Desarmamento e sua substituição por um instrumento normativo que assegure o porte desse tipo de arma pessoas que preencham determinadas regras.

O texto prevê a realização de campanha pela Justiça Eleitoral no rádio, na televisão e na internet para esclarecer a população sobre o plebiscito e garantir espaço idêntico para manifestações a favor e contra a revogação do Estatuto do Desarmamento e a liberação do porte de armas. “Após observar diversos dados da nossa Política Nacional de Segurança Pública, notei que é chegado o momento de fazermos uma reflexão sobre a questão do direito de defesa em nosso país e, para isso, a população deve ser consultada diretamente. Nós iremos solicitar a presença de pessoas da sociedade civil para discutir a questão no Parlamento”, justificou o senador na apresentação do projeto.

Segundo Wilder Morais, mais de dez anos após a promulgação do Estatuto do Desarmamento, não há dados objetivos que indiquem redução dos índices de violência. “Pelo contrário, desde a entrada em vigor daquela Lei, o número total de homicídios no Brasil aumentou 20%, atingindo a preocupante marca de 60 mil assassinatos.

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