sábado, 18 de novembro de 2017
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Dicionário da História Social do Samba vai além do ritmo para contar tudo sobre o gênero

Kubitschek Pinheiro / 20 de outubro de 2015
Foto: Divulgação
Somando sua vasta obra sobre o samba, o negro e a história da África, entre muitos temas, o autor e compositor Nei Lopes chega agora com Dicionário da História Social do Samba, que assina com o historiador Luiz Antonio Simas. A dupla sistematizou o conhecimento de ambos sobre esse que é um dos maiores fenômenos culturais do Brasil.

O livro traz verbetes sobre os diversos gêneros, períodos históricos e temas relacionados ao samba, como cinema, carnaval, política, preconceito, violência e indústria fonográfica, além de termos, expressões e ambientes de origem e tradição, como Oswaldo Cruz, bairro onde nasceu a Portela, e o Estácio, bairro de bambas como Ismael Silva, Bide e Nilton Bastos, criadores da primeira escola de samba.

“O livro, de certa forma, parte de uma compilação, em verbetes, do muito que já escrevi sobre o tema, em livros e artigos. Pela necessidade de uma outra voz, chamei o amigo Simas, que trouxe o que faltava e deu ‘moral’ ao livro, na sua condição de professor universitário”, afirma Ney.

“A história passa por todo trabalho sistematizado e conhecimento acumulado que Nei Lopes tem sobre o samba e as culturas originárias da África em geral.”, agradece Simas.

Segundo Nei, não houve pesquisa e, sim, consultas pontuais às fontes e ao que ele já havia produzido. “E à memória também, claro, pelo muito que eu já vivi dentro do mundo do samba”, justifica.

Mas o conteúdo servirá para pesquisas futuras, até para despertar o interesse da juventude. “O samba já desperta interesse, dependendo do tipo de juventude. Acho que para os ensurdecidos pelo ‘tamborzão’ eletrônico não vai significar nada. Nem para os colonizados pela música de mercado, ou seja, esse pop transnacional que transformou tudo na mesma coisa, só que em línguas um pouco diferentes. E esses colonizados são só apenas jovens, não!”, alfineta Nei.

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