terça, 25 de junho de 2019
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Dia da Consciência Negra: Correio lembra grandes artistas negros do Brasil e do mundo

André Luiz Maia / 18 de novembro de 2017
Foto: Divulgação
Na próxima segunda-feira (20), comemora-se no Brasil o Dia da Consciência Negra, momento do calendário utilizado pelo movimento negro para refletir sobre as conquistas e o que falta a avançar na equidade racial diante de um complexo tecido social presente no país.

Instituições públicas realizam eventos durante o mês abordando a temática. O Cine Banguê, por exemplo, deve iniciar uma mostra com filmes de realizadores ou protagonistas negros ao longo da semana. O cinema, em escala global, vive transformações dentro da discussão levantada pelo movimento negro.

O Oscar de 2016, por conta da campanha mobilizada pela hashtag #OscarsSoWhite (Oscar Muito Branco), recebeu muitas críticas ao não indicar ao menos um candidato negro a uma estatueta de uma das mais importantes premiações da sétima arte. No ano seguinte, o cenário foi diferente.

Além de filmes estrelados ou produzidos por negros, como Um Limite Entre Nós e Estrelas Além do Tempo concorrendo na categoria de melhor filme, o campeão da edição de 2017 foi Moonlight – Sob a Luz do Luar , a crônica em três atos da vida de um negro homossexual da periferia de Miami. No entanto, a questão não é apenas a vitória, derrota ou indicações em uma premiação. As produções de negros ainda encontram pouco espaço no mercado de alguns linguagens artísticas.

Possivelmente, a música seja em comparação o espaço com maior abertura quando se fala da equidade racial. No Brasil, há expoentes negros em diversos gêneros como Cartola, Alcione, Emílio Santiago, Milton Nascimento, Jorge Ben Jor, Elza Soares. A lista é grande também lá fora, mesmo se colocarmos de lado gêneros musicais que surgiram em guetos negros, como o blues, o jazz e o hip-hop. Até mesmo a música pop contemporânea tem uma potência negra que não deixa a dever aos seus pares, como Beyoncé.

Mas quando vamos para outras linguagens, como a literatura, o cenário ainda é complexo. O Mulherio das Letras, encontro nacional de literatura promovido em outubro aqui em João Pessoa, trouxe outro recorte: a presença da mulher negra na literatura. Se na seara masculina há nomes como Lima Barreto e Machado de Assis, quando se fala da presença feminina negra, é ainda mais escasso.

Não que haja ausência de bons autores. Conceição Evaristo, que esteve na abertura do Mulherio, é um caso de escritora contemporânea que vem sendo reconhecida. Mas tudo ainda parece vir a passos lentos. Por conta disso, o CORREIO decidiu listar alguns nomes de personalidades negras que se destacaram em sua área, uma pequena introdução aos artistas de uma parcela considerável da sociedade.

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