terça, 19 de janeiro de 2021

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Crendices populares fazem parte do cotidiano brasileiro

Aline Martins / 07 de janeiro de 2018
Foto: Antônio Ronaldo
As crendices populares ou as superstições fazem parte do cotidiano: mesmo se você não tem nenhuma, conhece pelo menos alguém que segue a risca o que ouviu de outras gerações e tomou para si como uma verdade.

Para impedir o azar, por exemplo, há pessoas que batem em uma madeira oca três vezes. Também há quem não comem carne de porco por acreditar que faz mal a saúde.

Nesse período de começo de um novo ano, as superstições se tornam mais evidentes como o uso da roupa branca para pedir paz e para trazer sorte. No entanto, as superstições podem ter um significado diferente para cada povo, mas dificilmente se atribuirá uma origem exata do surgimento delas.

A professora pós-doutora em História pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e presidente do Instituto Histórico de Campina Grande, Juciene Ricarte Apolinário, explicou que superstição (crendices populares) grande parte das crenças populares está ligada a religiosidade.

“Essa influência religiosa é como se estivesse agindo para promover uma suposta reação ou causalidade daquilo que se acredita”, frisou a professora.

Para cada sociedade, organização étnica ou religiosa tem sua forma de superstição, ou seja, superstitio – algo que sobrou além daquilo que se acredita racionalmente ou aquilo que está contido em um livro sagrado ou em uma religião oficial que se contrapõe a religio (religaria) que está ligada diretamente ao Deus oficial.

“Você pode achar que uma crença que é aceita para mim, para minha forma de religião, de sociedade, pode ser visto por outra sociedade, outra religião de forma como uma superstição, como uma crendice popular”, ressaltou, comentando sobre o purgatório que pode ser aceito pelos católicos, mas para os indianos (religião Indu e Budista) pode ser uma crença supersticiosa porque não cabe na visão de mundo deles. Com as crenças pode-se aprender muito, mas muitas vezes elas estão carregadas de preconceitos, exclusões sociais e interdições.

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