quarta, 19 de dezembro de 2018
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Confira três livros essenciais para conhecer a poeta Hilda Hilst

Redação / 29 de janeiro de 2018
Foto: Divulgação
Ao se deparar com uma vasta obra como a de Hilda Hilst, é comum de se esperar de um leitor a dúvida primária: por onde começar? Diante de tantos livros e tantas produções tidas como as mais importantes, é normal que não saibamos ao certo como apreciar a vida e a obra de uma escritora tão fascinante.

Se você deseja explorar algumas das mais famosas e essenciais obras dessa artista tão singular, selecionamos três livros de Hilda Hilst que não podem ficar de fora da sua lista. Confira!

Baladas 

Baladas é uma coletânea dos três primeiros livros da escritora: “Presságio”, que marca a estreia de Hilda Hilst no mundo da literatura, publicado em 1950, “Balada de Alzira”, lançado apenas um ano depois, e “Balada do Festival”, de 1955.

O nome escolhido para a coletânea denuncia o caráter dos poemas, feitos em forma de balada, ou seja, escritos para serem acompanhados de um instrumento musical. Uma escrita mais informal, sem preocupação com números de estrofes, marca a obra dessa grande autora.

Fluxo - Floema

Publicado em 1970, Fluxo - Floema é a primeira obra em prosa escrita por Hilst que, até o momento, apenas tinha publicado livros de poesia. Apesar de marcar sua estreia em um novo estilo de escrita, o livro não demonstra qualquer sinal de amadorismo ou ingenuidade. Pelo contrário: Fluxo - Floema é uma das obras mais densas e que mais quebra barreiras na literatura.

Isso porque ao longo das cinco narrativas que constituem o livro, Hilst não enquadra nenhum de seus textos nos gêneros já existentes da prosa, já que quase não encontramos narração nas passagens.

Rútilo Nada - 1993

Como é de se esperar na obra de Hilda Hilst, Rútilo Nada também é um livro que rompe com o status quo da literatura e propõe um novo modelo de leitura. A novela, publicada originalmente em 1993, é narrada em diferentes vozes e não por apenas um narrador.

Essa simples e complexa escolha adotada pela escritora abriu um longo debate sobre as expressões utilizadas por diferentes sujeitos no momento da escrita. Além disso, o tema do livro também surge com uma polêmica: a história narra a secreta paixão que um pai sente pelo namorado da filha.

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