sexta, 21 de setembro de 2018
Geral
Compartilhar:

Confira o simulado Correio Concursos desta semana

Redação / 25 de março de 2018
Foto: Ilustração Correio
Atenção: A(s) questão(ões) a seguir refere(m)-se ao texto abaixo.

Que me importa o presente? No futuro é que está a existência dos verdadeiros homens. Guyau*, a quem não me canso de citar, disse em uma de suas obras estas palavras:

“Porventura sei eu se viverei amanhã, se viverei mais uma hora, se a minha mão poderá terminar esta linha que começo? A vida está por todos os lados cercada pelo Desconhecido. Todavia executo, trabalho, empreendo; e em todos os meus atos, em todos os meus pensamentos, eu pressuponho esse futuro com o qual nada me autoriza a contar. A minha atividade excede em cada minuto o instante presente, estendese ao futuro. Eu consumo a minha energia sem recear que esse consumo seja uma perda estéril, imponho-me privações, contando que o futuro as resgatará − e sigo o meu caminho. Essa incerteza que me comprime de todos os lados equivale para mim a uma certeza e torna possível a minha liberdade − é o fundamento da moral especulativa com todos os riscos. O meu pensamento vai adiante dela, com a minha atividade; ele prepara o mundo, dispõe do futuro. Parece-me que sou senhor do infinito, porque o meu poder não é equivalente a nenhuma quantidade determinada; quanto mais trabalho, mais espero.”

* Jean-Marie Guyau (1854-1888), filósofo e poeta francês.

(PRADO, Antonio Arnoni (org.). Lima Barreto: uma autobiografia literária. São Paulo: Editora 34, 2012. p. 164)

1 - Lima Barreto vale-se do texto de Guyau para defender a tese de que

a) as ações do presente ganham sentido quando projetadas e executadas com vistas ao futuro.

b) o futuro só é do nosso domínio quando nossas ações no tempo presente logram antevê-lo e iluminá-lo.

c) as projeções do futuro só importam quando estiverem visceralmente ligadas às experiências do presente.

d) o futuro ganha plena importância quando temos a convicção de que todas as nossas ações são duradouras.

e) as ações do presente têm sua importância determinada pelo valor intrínseco de que se revestem.

2 -O fato de nossa vida estar cercada pelo Desconhecido não deve implicar uma restrição aos empreendimentos humanos, já que, para Guyau,

a) o fundamento da moral especulativa está em planejar o futuro sem atentar para as circunstâncias presentes.

b) o trabalho estéril executado no presente acumula energias que serão desfrutadas no futuro.

c) a incerteza do futuro não elimina a possibilidade de tomá-lo como parâmetro dos nossos empreendimentos.

d) os nossos atos tendem a se tornar estéreis quando pautados por uma visão otimista do futuro.

e) a brevidade do tempo que temos para viver autoriza- nos a viver o presente com o máximo de intensidade.

 

3 -O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se concordando com o elemento sublinhado na frase:

a) Há trabalhos que a gente (executar) sem imaginar o sentido que ganharão no futuro.

b) Os minutos de que se (necessitar) viver plenamente devem trazer consigo uma expectativa de futuro.

c) As privações que me (competir) enfrentar não devem desestimular meus empreendimentos.

d) As incertezas quanto ao meu próprio futuro não (dever) eximir-me de ser responsável por minhas decisões.

e) Os desafios que cada um de nós hoje se (obrigar) a enfrentar fortalecem-nos diante do futuro.

 

4 -A construção da frase eu pressuponho esse futuro com o qual nada me autoriza a contar permanecerá correta caso se substitua o elemento sublinhado por

a) perante o qual não sei avaliar.

b) em cujo nada posso desconfiar.

c) de cujo pouco posso prever.

d) por quem nada posso antecipar.

e) do qual nada me é dado esperar.

5 -Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento em:

a) o futuro as resgatará (2.º parágrafo) = o amanhã as imputará

b) incerteza que me comprime (2.º parágrafo) = dúvida que me constringe.

c) Todavia executo (2.º parágrafo) = por conseguinte ajo.

d) uma perda estéril (2.º parágrafo) = um ônus impróprio.

e) imponho-me privações (2.º parágrafo) = faculto-me restrições.

6 -Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:

a) Está no futuro o sentido mesmo de tudo o que nos dispormos a fazer nos limites naturais do tempo presente.

b) Mesmo sem assenhorearmos qualquer certeza diante do futuro, nossas ações presentes ressalvam toda liberdade.

c) Pelo simples fato de ignorarmos o futuro, Guyau não desiste de valorizar no presente às ações que poderão projetar-se nele.

d) O desconhecimento do futuro não nos exime de sermos responsáveis por tudo aquilo que empreendemos.

e) Sendo certo que o Desconhecido cercea nossa vida, nem por isso deixaremos de investir sobre o nosso futuro.

Questão de gosto

Atenção: A(s) questão(ões) a seguir refere(m)-se ao texto seguinte.

A expressão parece ter sido criada para encerrar uma discussão. Quando alguém apela para a tal da “questão de gosto”, é como se dissesse: “chega de conversa, inútil discutir”. A partir daí nenhuma polêmica parece necessária, ou mesmo possível. “Você gosta de Beethoven? Eu prefiro ouvir fanfarra de colégio.” Questão de gosto.

Levada a sério, radicalizada, a “questão de gosto” dispensa razões e argumentos, estanca o discurso crítico, desiste da reflexão, afirmando despoticamente a instância definitiva da mais rasa subjetividade. Gosto disso, e pronto, estamos conversados. Ao interlocutor, para sempre desarmado, resta engolir em seco o gosto próprio, impedido de argumentar. Afinal, gosto não se discute.

Mas se tudo é questão de gosto, a vida vale a morte, o silêncio vale a palavra, a ausência vale a presença − tudo se relativiza ao infinito. Num mundo sem valores a definir, em que tudo dependa do gosto, não há lugar para uma razão ética, uma definição de princípios, uma preocupação moral, um empenho numa análise estética. O autoritarismo do gosto, tomado em sentido absoluto, apaga as diferenças reais e proclama a servidão ao capricho. Mas há quem goste das fórmulas ditatoriais, em vez de enfrentar o desafio de ponderar as nossas contradições.

(Emiliano Barreira, inédito)

7 - Definida como instância definitiva da mais rasa subjetividade, a questão de gosto opõe-se, terminantemente,

a) ao subterfúgio de que nos valemos para evitar um princípio de discussão.

b) ao princípio da recusa a qualquer fundamentação racional numa discussão.

c) à atribuição de mérito à naturalidade de uma primeira impressão.

d) ao primado do capricho pessoal, ao qual tantas vezes se apela.

e) à dinâmica de argumentos criteriosos na condução de uma polêmica.

8 -Atente para as seguintes afirmações:

I. No 1.º parágrafo, a menção a Beethoven e a fanfarra de colégio ilustra bem a disposição do autor em colocar lado a lado manifestações artísticas de valor equivalente.

II. No 2.º parágrafo, o termo despoticamente qualifica o modo pelo qual alguns interlocutores dispõem-se a desenvolver uma polêmica.

III. No 3.º parágrafo, a expressão servidão ao capricho realça a acomodação de quem não se dispõe a enfrentar a argumentação crítica.

Em relação ao texto está correto o que se afirma APENAS em

a) II e III.

b) III.

c) I.

d) I e II.

e) II.

9 -Muita gente não enfrenta uma argumentação, prefere substituir uma argumentação pela alegação do gosto, atribuindo ao gosto o valor de um princípio inteiramente defensável, em vez de tomar o gosto como uma instância caprichosa. Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se os elementos sublinhados por, respectivamente,

a) substituir a ela - atribuindo a ele - lhe tomar

b) substituir-lhe - atribuindo-lhe - tomar-lhe

c) substituir-lhe - atribuindo-o - tomá-lo

d) substituí-la - atribuindo-lhe - tomá-lo

e) substituí-la - lhe atribuindo - tomar-lhe

10 - Na passagem da voz ativa para a passiva, NÃO houve a devida correspondência quanto ao tempo verbal na seguinte construção:

a) Será que ele apreciará tais formas ditatoriais? = Será que tais fórmulas ditatoriais serão apreciadas por ele?

b) Haveremos de enfrentar esse e outros desafios = Esse e outros desafios haverão de ser enfrentados por nós.

c) A questão de gosto dispensaria as razões = As razões teriam sido dispensadas pela questão de gosto.

d) O autoritarismo apagava as diferenças reais = As diferenças reais eram apagadas pelo autoritarismo.

e) Os acomodados têm proclamado a servidão ao capricho = A servidão ao capricho tem sido proclamada pelos acomodados.

Comunicação - Da escrita à digital

Atenção: Considere o texto abaixo para responder à(s) questão(ões) a seguir.

Com a genial invenção das vogais no alfabeto grego, a escrita estava se disseminando pela Grécia antiga − e Sócrates, o homem mais sábio de todos os tempos, temia um desastre. Apreciador da linguagem oral, achava que só o diálogo, a retórica, o discurso, só a palavra falada estimulava o questionamento e a memória, os únicos caminhos que conduziam ao conhecimento profundo. Temia que os jovens atenienses, com o recurso fácil da escrita e da leitura, deixassem de exercitar a memória e perdessem o hábito de questionar. O grande filósofo intuiu que a transição da linguagem oral para a escrita seria uma revolução. E assim foi. Numa direção promissora, porém, que permitiu o mais esplêndido salto intelectual da civilização ocidental.

Agora, 2.500 anos depois, estamos às voltas com outra transição revolucionária. Da cultura escrita para a digital, é uma mudança de fundamentos como não ocorre há milênios. A forma física que o texto adquire num papiro de 3.000 anos antes de Cristo ou numa folha de papel da semana passada não é essencialmente distinta. Nos dois casos, existem enormes diferenças de qualidade e clareza, mas é sempre tinta sobre uma superfície maleável. Na era digital, a mudança é radical. O livro eletrônico oferece uma experiência visual e tátil inteiramente diversa.

Sob qualquer ângulo que se examine o cenário, é um momento histórico. Desde que os gregos criaram as vogais − o “aleph” semítico era uma consoante, que virou o “alfa” dos gregos e depois o “a” do alfabeto latino −, o ato de ler e escrever não sofria tamanho impacto cognitivo. Desde os tipos móveis de Gutenberg, o livro não recebia intervenção tecnológica tão significativa. O temor é que o universo digital, com abundância de informações e intermináveis estímulos visuais e sonoros, roube dos jovens a leitura profunda, a capacidade de entrar no que o grande filósofo Walter Benjamin chamou de “silêncio exigente do livro”.

Leitura profunda não é esnobismo intelectual. É por meio dela que o cérebro cria poderosos circuitos neuronais. “O homem nasce geneticamente pronto para ver e falar, mas não para ler. Ler não é natural. É uma invenção cultural que precisa ser ensinada ao cérebro”, explica a neurocientista Maryanne Wolf, autora de obra sobre o impacto da leitura no cérebro. Para tanto, ele tem de conectar os neurônios responsáveis pela visão, pela linguagem e pelo conceito. Em suma, precisa redesenhar a estrutura interna, segundo suas circunstâncias. Ao criar novos caminhos, expande sua capacidade de pensar, multiplicando as possibilidades intelectuais − o que, por sua vez, ajuda a expandir ainda mais a capacidade de pensar, numa esplêndida interação em que o cérebro muda o meio e o meio muda o cérebro. Pesquisadores investigam se a construção dos circuitos neuronais está sendo afetada nessa mudança para a era digital.

(Adaptado de: André Petry. Veja, 19 de dezembro de 2012, p. 151-6)

11 - É correto concluir do texto:

a) Apesar dos receios de alguns filósofos, a passagem da linguagem falada para a escrita, na Grécia antiga, foi uma mudança revolucionária que levou os jovens atenienses à prática do diálogo.

b) Ainda não há dados conclusivos a respeito das implicações trazidas ao funcionamento cerebral pelos numerosos estímulos propiciados por uma leitura virtual.

c) Devido à quantidade e à rapidez de estímulos visuais, as alterações surgidas com o desenvolvimento tecnológico, ligadas ao ato de ler, tendem a facilitar a ampliação dos circuitos cerebrais.

d) Além dos estímulos ao funcionamento cerebral, as facilidades oferecidas pela tecnologia em relação aos livros virtuais justificam a influência que a leitura digital exerce nos jovens.

e) Com base em estudos feitos por especialistas, o desenvolvimento cerebral ocorre naturalmente, por suas características genéticas, a partir da interação entre visão e linguagem.

12 - Em relação ao último parágrafo, é correto afirmar que seu conteúdo

a) se destaca do desenvolvimento dos demais parágrafos, por introduzir um assunto ainda não abordado anteriormente.

b) apresenta possíveis razões que confirmam a superioridade da leitura digital sobre aquela realizada no livro impresso.

c) remete a falhas nas pesquisas sobre leitura que estão sendo feitas na área da neurociência, por não apresentarem resultados concretos.

d) é principalmente explicativo, ao oferecer informações sobre o funcionamento dos mecanismos cerebrais ativados no ato de ler.

e) retoma os argumentos que vêm sendo desenvolvidos em todo o texto, apresentando uma síntese do assunto tratado.

13 -O sentido da expressão “silêncio exigente do livro”, como se lê no 3.º parágrafo, se explica

a) pela atenção e concentração necessárias para a análise e a consequente assimilação do conteúdo de uma obra impressa.

b) pela dificuldade de leitura encontrada, por vezes, em obras impressas que não têm a clareza necessária ao entendimento do conteúdo.

c) pela obrigatoriedade da leitura de obras clássicas, no caso do livro impresso, diferentemente das opções oferecidas pelo mundo virtual.

d) pelos estímulos digitais que favorecem a apreensão de informações rápidas e múltiplas, possibilitando uma abrangente formação cultural.

e) pelo esforço empregado no manuseio de um livro impresso, em oposição à praticidade e ao conforto oferecidos pela leitura virtual.

14 -Numa direção promissora, porém, que permitiu o mais esplêndido salto intelectual da civilização ocidental. A presença da conjunção grifada acima indica, no contexto do 1.º parágrafo

a) confirmação de que a escrita estava se disseminando pela Grécia antiga.

b) contraponto à afirmativa de que Sócrates, com seu apreço pela linguagem oral, temia um desastre.

c) constatação de que só a palavra falada estimulava o questionamento e a memória.

d) hipótese provável de que os jovens atenienses perderiam o hábito de questionar.

e) concordância com o fato de que a transição da linguagem oral para a escrita seria desastrosa, segundo Sócrates.

15 - Sob qualquer ângulo que se examine o cenário, é um momento histórico. (início do 3.º parágrafo) A afirmativa acima se baseia no fato de que

a) o impacto causado pela tecnologia que propicia a leitura digital assemelha-se à revolução resultante da transição da linguagem oral para a escrita, na Grécia antiga.

b) as mudanças em relação à leitura, que passa a ser virtual, são idênticas às que ocorreram na Grécia antiga, com a invenção das vogais.

c) o livro digital, apesar das inovações tecnológicas, mantém sua proximidade com os tipos móveis inventados há séculos por Gutenberg.

d) a história referente à escrita, surgida há milênios, vem se repetindo no decorrer do tempo, desde a invenção dos tipos que permitiram a impressão de livros.

e) o acentuado desenvolvimento tecnológico tem melhorado, a partir de estímulos visuais, a relação humana com a leitura.

16 - Atenção: Considere o segmento abaixo para responder à(s) questão(ões) a seguir.

Ao criar novos caminhos, [o cérebro] expande sua capacidade de pensar, multiplicando as possibilidades intelectuais – o que, por sua vez, ajuda a expandir ainda mais a capacidade de pensar, numa esplêndida interação em que o cérebro muda o meio e o meio muda o cérebro. (4.º parágrafo)

O segmento grifado pode ser corretamente substituído, sem alteração do sentido original, por:

a) Conquanto crie novos caminhos.

b) Caso crie novos caminhos.

c) A fim de que crie novos caminhos.

d) À medida que cria novos caminhos.

e) De modo que cria novos caminhos.

Atenção: Considere o segmento abaixo para responder à(s) questão(ões) a seguir.

Ao criar novos caminhos, [o cérebro] expande sua capacidade de pensar, multiplicando as possibilidades intelectuais – o que, por sua vez, ajuda a expandir ainda mais a capacidade de pensar, numa esplêndida interação em que o cérebro muda o meio e o meio muda o cérebro. (4.º parágrafo)

17 - O segmento final, introduzido pelo sinal de travessão, remete a uma relação (último parágrafo)

a) de oposição entre os estímulos cerebrais e as causas que originam esses estímulos.

b) espacial entre os estímulos intelectuais que determinam o funcionamento do cérebro.

c) predeterminada de certas condições impostas ao funcionamento dos neurônios, na leitura digital.

d) temporal entre elementos sucessivos que desencadeiam mudanças nos circuitos cerebrais.

e) mútua de causa e efeito, que tende a favorecer o aprimoramento intelectual.

18 - O segmento acima, isolado por travessões, constitui:

a) repetição de dados constantes do parágrafo.

b) enumeração de condições para o uso da escrita.

c) comentário informativo e explicativo.

d) restrição ao assunto abordado anteriormente.

e) finalidade do uso das vogais no mundo grego.

... só a palavra falada estimulava o questionamento e a memória... (1.º parágrafo)

19 - O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo em que se encontra o grifado acima está na frase:

a) ... explica a neurocientista Maryanne Wolf...

b) ... que permitiu o mais esplêndido salto intelectual da civilização ocidental.

c) A forma física que o texto adquire num papiro...

d) ... que o universo digital (...) roube dos jovens a leitura profunda...

e) ... o livro não recebia intervenção tecnológica...

20 -As normas de concordância verbal e nominal estão inteiramente respeitadas na frase:

a) Já fazem séculos que, depois da argila, do papiro e do pergaminho, as pessoas, para transmitir seu conhecimento, se utiliza do papel.

b) Durante séculos, o tipo da letra, o entrelinhamento e os espaços em branco de um livro impresso foi aperfeiçoado para estimular o hábito da leitura.

c) É fundamental que as novas gerações, às voltas com a influência da tecnologia, sejam capazes de ler bem e de refletir, atentas aos aspectos relevantes de uma obra.

d) Estudiosos do nosso tempo, tal como Sócrates na Antiguidade em relação à escrita, se preocupa com o possível impacto do mundo digital na transmissão da cultura.

e) No momento, existe algumas pesquisas em que já se busca dados que avaliem a extensão do impacto causado ao cérebro pela leitura digital.

Origem do Cifrão

1    As moedas têm uma representação gráfica geralmente

          constituída por duas partes: uma sigla de designação abreviada

          para o padrão monetário, que varia de país para país, e o cifrão,

4       símbolo universal do dinheiro, etimologicamente originado do

          árabe cifr.

         A origem do cifrão data do ano 711 da era cristã,

7       quando o general Táriq-ibn-Ziyád comandou a conquista da

          Península Ibérica, ocupada até então pelos visigodos. Existem

          duas versões sobre o caminho percorrido pelo general árabe.

10     Na primeira, Táriq teria partido de Tânger, cidade de

          Marrocos, da qual era governador. Na segunda, Táriq teria

          saído da Arábia e passado pelo Egito, desertos do Saara e da

13     Líbia, Tunísia, Argélia e Marrocos. De lá, ele teria cruzado o

          estreito das Colunas de Hércules e chegado à Península Ibérica.

          Após a viagem, Táriq teria mandado gravar, em

16     moedas comemorativas, uma linha sinuosa, em forma de um

          esse maiúsculo (S), representando o longo e tortuoso caminho

          percorrido para alcançar o continente europeu. Mandou

19     colocar, no sentido vertical, duas colunas paralelas, cortando

          essa linha sinuosa. As colunas representavam as Colunas de

          Hércules e significavam força, poder e a perseverança da

22     empreitada. O símbolo, gravado nas moedas, difundiu-se e passou a ser reconhecido mundialmente como cifrão,  representação gráfica do dinheiro.Internet: www.casadamoeda.gov.br (com adaptações).

Em relação a aspectos linguísticos e aos sentidos do texto acima, julgue o(s) item(ns) subsequente(s).

21 - Depreende-se do texto que a criação do símbolo denominado cifrão não se deu de forma aleatória, mas o fato de esse símbolo representar o dinheiro, sim.

(    ) CERTA      (     ) ERRADA

22 - O emprego das vírgulas para isolar as expressões “símbolo universal do dinheiro” (l.4) e “em moedas comemorativas” (l.15-16) justifica-se pelo fato de que essas expressões exercem, nos períodos em que ocorrem, a mesma função sintática.

(    ) CERTA      (     ) ERRADA

23 - A oração “cortando essa linha sinuosa” (l.19-20) tem valor temporal no contexto em que ocorre.

(    ) CERTA      (     ) ERRADA

24 - A expressão “duas versões” (l.9) exerce a função de complemento da forma verbal “Existem” (l.8).

(    ) CERTA      (     ) ERRADA

25 - Infere-se do texto que o símbolo do cifrão, ao longo de sua história, esteve relacionado a dois significados distintos.

(    ) CERTA      (     ) ERRADA

Alimentação Mundial

1                 Há grande variação nos padrões de consumo em

          diferentes partes do mundo, conforme o nível de

          desenvolvimento e das condições de produção. Áreas

4       desenvolvidas consomem diferentes proporções de alimentos

          quando comparadas às em desenvolvimento. Maiores

          proporções de alimentos de origem animal, variados tipos de

7       vegetais, frutos, açúcares e bebidas são consumidos nas áreas

          desenvolvidas, enquanto nas em desenvolvimento

          consomem-se grandes quantidades de cereais e starchy foods

10     (raízes, tubérculos, incluindo batata, batata-doce, inhame e

          mandioca). Nos países em desenvolvimento, o consumo de

          vegetais e frutas é menor do que nos países desenvolvidos e o

13     consumo de alimentos de origem animal é mínimo.

                    O consumo de açúcar vem aumentando em todas as

          partes do mundo. Em alguns países em desenvolvimento, esse

16     consumo tem aumentado mais do que nos países

          desenvolvidos. Mas o açúcar é particularmente muito

          consumido na América do Norte, na Oceania, na maioria dos

19     países europeus e na América Latina. As mais elevadas

          proporções no consumo de óleos e gorduras verificam-se entre

          os países da Europa e América do Norte. Entre as bebidas

22     alcoólicas, cervejas e vinhos são as mais comuns em todo o

          mundo, mas seu consumo ocorre principalmente na Europa.

          Em todas as partes do mundo, são usadas bebidas alcoólicas,

25     mas essas bebidas não acompanham a dieta diária da mesma

          forma que a cerveja e o vinho.

Edeli Simioni de Abreu et al. Alimentação mundial: uma reflexão sobre a história.

In: Revista Saúde e Sociedade. 2001, vol. 10, n.º 2, p. 3-14 (com adaptações).

Em relação às ideias e a aspectos linguísticos do texto acima, julgue o(s) item(ns) seguinte(s).

26 - A correção gramatical e o sentido original do texto seriam preservados, se, no período “As mais elevadas (...) e América do Norte.” (l.19-21), a forma verbal “verificam-se” fosse substituída por verifica-se.

(    ) CERTA      (     ) ERRADA

27 - A correção gramatical do trecho “Entre as bebidas alcoólicas, cervejas e vinhos são as mais comuns em todo o mundo” (l.21-23) seria prejudicada, caso se inserisse uma vírgula logo após a palavra “vinhos”.

(    ) CERTA      (     ) ERRADA

28 - Caso se optasse pela estrutura pronominal, escrevendo-se mas a Europa os consome mais em lugar do trecho “mas seu consumo ocorre principalmente na Europa” (l.23), não haveria prejuízo para a correção gramatical nem para o sentido original do texto.

(    ) CERTA      (     ) ERRADA

29 - Conforme o texto, fatores como economia e geografia são relevantes quando se analisam os padrões de consumo de alimentos em diferentes partes do mundo.

(    ) CERTA      (     ) ERRADA

30 - A cerveja e o vinho são as bebidas alcoólicas mais comuns no mundo, embora sejam mais consumidas na Europa.

(    ) CERTA      (     ) ERRADA

 

Gabarito: 

Relacionadas