quarta, 14 de novembro de 2018
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Confira a coluna desta semana do Professor Trindade

Professor Trindade / 21 de outubro de 2018
Foto: Alyson Nunes
Dizer que Francisco José, o grande ás nordestino da Rede Globo, fez uma palestra  perfeita é, sem dúvida, um pleonasmo vicioso. Mas é que não encontro outra expressão, por mais que procure na Língua Portuguesa.

O “cara” é demais!...

Primeiramente, desculpem o clichê: mostrou simplicidade. E não era falsa. Geralmente, algumas “estrelas” demonstram simplicidade ao entrar para a palestra, mas na saída...

Não foi isso o que aconteceu. Francisco José foi Chico José, aquele cara do interior do Ceará que ganhou o mundo, mas entende, de verdade, o que é o mundo e a vida; mais que jornalismo, aprendemos com ele a valorizar a vida. E olhe que, assim como ele, saí do sertão e consegui vencer na capital.

Foi um show de jornalismo; um show de verdades; um show de despojamento.

Mesmo para mim, que já o acompanho, desde que tinha 19 anos; que persegui, passo a passo, suas reportagens, com essa minha obsessão por jornalismo, vi (e ouvi) muitas coisas novas. Que cara corajoso!... Que repórter destemido e disposto a lutar pelo verdadeiro jornalismo.

Enquanto ele falava, eu refletia:

Meu Deus, o que está sendo feito do nosso jornalismo hoje, em que a irresponsabilidade e a falta de apuração é a tônica... Como Chico José é diferente desse “jornalismo” “engraçado” que está sendo feito hoje.

As histórias que ele contou, eu já as conhecia todas; mas, na palestra, ele deu um tom diferenciado. Não é preciso dizer que os “pirralhos” da Maurício de Nassau saíram embasbacados.

Ora, se um cara como eu, calejado, saí embasbacado, que dirá aqueles meninos que, estupefatos, assistiam àquele show de jornalismo.

Espero que a lição tenha sido assimilada. E que metade da coragem e da seriedade de Chico tenham sido absorvidas. A minha confiança é grande; apesar de tudo o que estamos vendo, atualmente, na TV brasileira e, sobretudo, na paraibana.

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