terça, 19 de janeiro de 2021

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Pesquisa da Fecomércio aponta que confiança do consumidor da Capital voltou a subir

Edson Verber / 07 de março de 2017
Foto: Divulgação
Mesmo com o Índice de Confiança do Consumidor tendo aumentado, em fevereiro, após três meses consecutivos de queda, passando de 101,09 pontos em janeiro de 2017 para 104,27 pontos neste mês, apresentando uma alta de 3,15%, o presidente da Fecomércio Paraíba, Marconi Medeiros, acredita que "para uma recuperação sustentável da confiança do consumidor é importante que haja resultados favoráveis no mercado de trabalho".

“Este aumento da confiança do consumidor paraibano foi influenciado, em parte, pelo reajuste do salário mínimo e a desaceleração da inflação”, afirmou  Marconi Medeiros.

A pesquisa indicando otimismo dos consumidores da Região Metropolitana de João Pessoa, foi realizada pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas Econômicas e Sociais da Paraíba e mostra que quando a comparação é feita em relação ao ano passado, o ICC teve alta ainda maior chegando a 5,87% ao subir de 98,49 pontos em fevereiro de 2016 para os 104,27 pontos do mês de fevereiro deste ano.

Na avaliação por gênero, tanto os homens quanto as mulheres se mostraram mais confiantes, com altas de 3,72% e 2,64%, respectivamente. A confiança dos consumidores casados ou em união estável teve a maior alta, de 3,86%. Em relação à escolaridade, os que possuem ensino superior completo apresentaram uma alta de 3,41% na confiança. Já com relação à renda, os paraibanos que possuem entre três e quatro salários mínimos se mostraram mais confiantes, com uma alta de 3,63%, seguidos pelos que ganham até dois salários mínimos, com 3,27%.

 Expectativas

O Índice de Confiança do Consumidor - ICC é composto por dois subindicadores: O Índice das CondiçõesEconômicas Atuais (ICEA) que apura a confiança do consumidor em relação à sua situação atual e o Índice de Expectativa do Consumidor (IEC) que mede o sentimento do consumidor em relação à sua situação futura. Com relação ao mês de janeiro, fevereiro apresentou uma alta tanto no ICEA quanto no IEC, com taxas de 3,95% e 2,60%, respectivamente.

Na avaliação dos consumidores considerando a situação atual da família, os entrevistados que avaliaram como melhor a atual situação familiar subiu de 16,06% em janeiro deste ano para 21,43% em fevereiro. Já a parcela de consumidores que avaliaram como pior a atual situação familiar caiu de 44,77% para 43,68%.

Com relação à situação futura da família, os consumidores que avaliaram como melhor subiu de 57,25% em janeiro para 60,16% em fevereiro. Já os que consideraram como pioresta situação, caiu de 8,00% para 6,87% no mesmo período.

Quanto à avalição dos consumidores com relação à estabilidade de seus empregos, a pesquisa revelou que a parcela de consumidores que se sentiram seguros ou extremamente seguros subiu de 44% em janeiro para 48,31% em fevereiro deste ano. Neste mesmo período, a parcela de entrevistados que se sentiram nada seguro ou um pouco seguro, em relação à estabilidade de seus empregos, caiu de 45,67% para 41,95%.

 Metodologia

A sondagem tem por objetivo fazer diagnóstico de um conjunto de informações econômicas, construídas a partir de respostas sobre as condições correntes e futuras, esperadas pelos consumidores em níveis micro e macroeconômicos. A escolha da amostra apresenta um índice de confiança de 95% e um erro amostral de 4,90%. Para atender a precisão desejada, a amostra foi estimada em aproximadamente 400 entrevistas, sendo os participantes escolhidos de forma aleatória na RMJP, em diversos pontos onde ocorre maior concentração de consumidores.

 

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