segunda, 11 de dezembro de 2017
Concurso
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Obras literárias clássicas preparam alunos para interpretação de textos

Da redação / 10 de abril de 2016
Foto: Divulgação
Quem quer passar em concurso pode até ler revistas e jornais, mas são as obras de autores como Machado de Assis, Drummond, Rubem Braga, Graciliano Ramos, entre outros, que preparan, realmente, para a interpretação de textos. A dica é do professor João Trindade. “Costuma-se reclamar da interpretação de textos, mas os candidatos, em geral, desdenham das aulas sobre interpretação; não leem e se preocupam, excessivamente, com a regras de gramática. ‘Eles dizem que leem revistas como a Veja, a Folha de São Paulo...’. Embora esse tipo de leitura seja útil, não serve para a prova de Português; é importante na prova sobre atualidades. Só o texto literário ensina a vida, a gramática, ‘abre’ o raciocínio e prepara, realmente, para a interpretação” explica.

“Os concurseiros precisam entender que só aprendem a interpretar textos se gostarem a ler”, diz a diretora da Damásio, Isabelle Serrano.

Trindade alerta que é preciso esquecer a expressão ‘sempre’. “Uma praga do ensino brasileiro é a mania que muitos professores têm de ensinar dizendo: “Isso é sempre assim...”. Exemplos perniciosos e mentirosos: O “lhe” é sempre objeto indireto. Não é. Há frases em que o “lhe” é adjunto adnominal, ou complemento nominal. O aposto vem sempre entre vírgulas. Mentira. Há, inclusive, um aposto que não admite vírgula: o aposto especificativo.Estudar observando o contexto, e nunca a regra, isoladamente.Os concursos hoje são muito ligados à semântica. De modo que não adianta mais o candidato decorar regras; tem que observar o contexto. Por exemplo: Na frase: “O olhar dela e triste”, olhar é substantivo (está antecedido de artigo), embora a palavra olhar, isoladamente, seja verbo.” Trindade alerta para a análise sintática. “Para que se tenha uma ideia, dependem da análise sintática as questões sobre crase, regência, pontuação, concordância e colocação pronominal. Há uma regra de pontuação que diz: ‘Quando a oração subordinada adverbial vier antes da principal, a vírgula será obrigatória; quando estiver no meio, idem; quando vier depois da principal, a vírgula é opcional’. Como o candidato aprenderá isso se não souber reconhecer uma oração adverbial?”, alerta.

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