sábado, 26 de maio de 2018
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Concertos gratuitos com Cátia de França marcam aniversário da cidade

André Luiz Maia / 04 de agosto de 2017
Foto: Divulgação / Márvilla Araújo
Neste sábado (5) João Pessoa celebra seu aniversário de 432 anos. Para a comemoração, os governos estadual e municipal optaram por uma trilha sonora sinfônica. No Centro Cultural Ariano Suassuna, em Jaguaribe, é a Orquestra Sinfônica de João Pessoa que conduz a festa, com entrada gratuita. No Teatro Pedra do Reino, a Orquestra Sinfônica da Paraíba e a OSPB Jovem dividem o palco do teatro com as cantoras Cátia de França e Nathalia Bellar. A entrada também é gratuita.

No Teatro Pedra do Reino, o concerto reúne quase 100 músicos. No repertório, bastante música paraibana, como "Meu sublime torrão", de Genival Macêdo; "À primeira vista", de Chico César; "Admirável gado novo", de Zé Ramalho; "Bolero de bordel", de Milton Dornellas, "Alegria de farol", de Adeildo Vieira, e "Nó cego", de Pedro Osmar. Mas a grande atração da noite será Cátia de França. Completando 70 anos, a paraibana lançou no ano passado o disco Hóspede da Natureza. Quem ainda não ouviu esse novo repertório terá uma pequena amostra com "Minha vida é uma rede". Mas, obviamente, os clássicos não serão esquecidos. Em sua participação, Cátia apresenta versões para "Coito das araras", "Ponta do Seixas" e "Kukukaya", com arranjos realizados à distância pelo diretor musical de Cátia e o maestro Luiz Carlos Durier. "Está acontecendo uma comunhão musical incrível. Estou aprendendo muito com esses meninos. Sem nenhuma hierarquia", conta Cátia.

A sinfônica municipal, por sua vez, traz um concerto alegre e suave para a celebração da data. No repertório, peças como "A Pavane em fá sustenido menor, Op. 50", do compositor Francês Gabriel Fauré. Escrita em 1887, ela evoca a pavana, danãda na corte espanhola. "É uma peça do impressionismo francês muito bonita", comenta o maestro titular Laércio Diniz. Outra peça do impressionismo na noite é a "Rapsódia para clarinete e orquestra em Si bemol maior", que terá como solista o clarinetista paraibano Alphonsos de Melo Silveira. A "Sinfonia em Sol menor" do cearense Alberto Nepomuceno encerra o concerto. O maestro Laércio salienta a importância de Alberto Nepomuceno para a música de câmara brasileira. "Diria que, depois de Villa-Lobos, ele é o nosso músico de orquestra mais importante. Foi o primeiro grande nacionalista, que sofreu bastante preconceito no início por inserir elementos da música popular brasileira como a cuíca e o reco-reco no ambiente sinfônico, mas que se provou um mestre na criação de uma música clássica tipicamente nacional", explica. A peça apresentada no concerto foi composta em 1897. "Possivelmente, a Sinfonia em Sol Menor de Alberto foi a primeira sinfonia romântica das Américas", afirma o maestro.




 

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