domingo, 07 de março de 2021

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Clientes que fizeram bons negócios em leilões online de carros

Da redação / 28 de julho de 2017
“Foi o melhor negócio que eu já fiz”, comemora o metalúrgico João da Silva, de São Bernardo do Campo, na grande São Paulo. Ele se refere a compra de uma picape concluída no final de junho por meio de um leilão de veículos. O modelo, uma Chevrolet S10 movida a diesel produzida em 2013, custa R$ 65 mil na tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o índice mais confiável para analisar preços de veículos.

No mercado de usados, o veículo pode ser encontrado, no máximo, por cerca de R$ 50 mil, dependendo das condições. “Em qualquer uma das possibilidades, foi um bom negócio, porque eu paguei mais barato que a loja mais barata pode vender”, explica. O veículo foi revendido por causa de um imbróglio judicial envolvendo o antigo proprietário.

João, no entanto, não é um aventureiro em leilões. “Comecei há dois anos. Primeiro, comprei um Corsa Sedan 2004 e paguei cerca de R$ 6 mil. Tinha uma batida na traseira que custou mais R$ 2 mil para arrumar. Rodei muito tempo com ele, até que um dia um amigo se interessou. O carro nunca deu nenhum problema mecânico e a documentação nunca foi uma questão”, conta.

Depois do primeiro carro, todos os demais foram adquiridos por meio de leilões na internet: um Fiat Palio, um Volkswagen Gol e um Ford Fiesta, até adquirir a picape. “Queria ‘crescer’ um pouco e, então, vi a oportunidade da caminhonete”, finaliza.

Em alguns casos, a economia em comprar veículos por meio de pregões online pode ser de 100%. Carros com problemas de documento ou avarias mais complexas, por sua vez, chegam a ser ainda mais baratos, apesar dos custos posteriores com regularização e na oficina de funilaria. Para o caminhoneiro José Horácio, de São Paulo, ainda assim compensa. “Há trinta anos, eu só faço esse tipo de negócio por meio de leilão. Quando quero trocar de carro, vou lá, analiso as oportunidades, os valores, comparo com as tabelas e sempre encontro algo muito bom”.

Alguns clientes tentam usar os leilões para revender os carros, como a paulistana Marilene Morata. Neste ano, ela comprou seus primeiros automóveis por meio dos pregões na internet: um Nissan Versa 1.8 modelo 2015 e um Renault Fluence 2.0 fabricado em 2016. Ambos eram produtos de devolução dos primeiros donos por falta de pagamento. Nesses casos, a seguradora que financiou o automóvel obtém autorização judicial para retomá-lo após certo período sem receber o valor das parcelas.

No primeiro carro, Morata pagou R$ 39 mil – na tabela Fipe, ele custa R$ 45 mil, valor 15% maior. No segundo, o custo foi de R$ 37 mil, mas o preço na tabela é de incríveis R$ 65 mil – uma diferença de 75%. “Não tem sentido o preconceito que existe para revender: é um carro como qualquer outro. Tem documentação correta, está em bom estado. O comprador precisa apenas pagar as multas”, conta.

Por fim, o caso do estudante Rodney Rocha, de Fortaleza, no Ceará, é ainda mais emblemático: ele comprou seu primeiro carro por meio de um leilão online, uma BMW com menos de 100 mil quilômetros rodados. “Acho que o maior custo foi ir até São Paulo buscá-la”, brinca. A 325I, fabricada em 1994, saiu por R$ 6 mil reais. Na tabela Fipe, ela vale R$ 16 mil. “Acho que pelo valor, foi um baita negócio. Um carro desses, apesar de ser mais velho, ainda é muito procurado no mercado”, finaliza.

 

 

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