sexta, 22 de janeiro de 2021

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Clássicos da Marvel estão sendo relançados

Audaci Junior / 29 de março de 2017
Foto: Divulgação
Dois clássicos dos anos 1980 estão sendo relançados com uma roupagem luxuosa: Elektra: Assassina, minissérie com uma pegada mais adulta de Frank Miller – que teve que adaptar o roteiro para a arte pintada surreal de Bill Sienkiewicz –, estrelando sua criação para as páginas do herói cego Demolidor, a mortal ninja do título.

O outro é a primeira mega saga envolvendo os principais super-heróis da editora Marvel, Guerras Secretas, com direito a capa pintada hiper-realista por Alex Ross (de Marvels e O Reino do Amanhã).

Elektra: Assassina foi lançada no Brasil em quatro partes (em formato americano) pela Abril, em 1988, e numa versão encadernada (capa cartonada) no ano seguinte. Antes dessa edição capa dura, a Panini chegou a lançar uma cartonada em 2005.

Na trama, a Besta – líder supremo do Tentáculo, organização criminosa na qual Elektra fazia parte – domina o corpo do candidato à presidência dos Estados Unidos. A ninja ex-amante do Homem Sem Medo é a única capaz de detê-lo.

Com uma narrativa inventiva, experimental e bastante peculiar, Sienkiewicz (que estará no próximo mês no Recife, na Comic Con Tour NE) utiliza várias técnicas, dentre elas pintura, desenhos a lápis, fotocópias, grampos e até guardanapos para compor as suas páginas.

Já Guerras Secretas mostra uma entidade cósmica chamada Beyonder sequestra heróis e vilões do Universo Marvel para travar uma batalha num planeta criado com partes de outros. Ao vencedor, todos os seus desejos realizados. No elenco, X-Men, Vingadores, Homem-Aranha (que ganha seu uniforme negro) e Hulk, dentre outros.

Tudo começou graças à proposta da empresa de brinquedos Mattel em lançar uma linha de bonecos de super-heróis, sendo preciso uma saga que chamasse a atenção da mídia e dos leitores.

Por aqui, em 1986, a Abril foi obrigada a lançar bem adiantado as 12 edições (em formatinho) com relação aos seus títulos. O resultado foram heróis que não apareceram ainda literalmente apagados das páginas e outras polêmicas “adaptações”.

A versão da Panini é a mesma lançada pela editora em capa cartonada há nove anos, na íntegra e sem cortes.

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