sábado, 23 de fevereiro de 2019
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Chico Buarque se apresenta em JP nesta terça e quarta-feira

Kubitschek Pinheiro / 18 de setembro de 2018
Foto: leo aversa/ divulgação
Era 1968 quando Chico Buarque cantou pela última vez em João Pessoa. O Clube Astréa estava em plena atividade e recebeu o artista que, naquele ano, lançava “Carolina”, “Retrato em branco-e-preto” e colocava em disco “Roda viva”, defendida no festival de 1967. Chico volta a João Pessoa com a turnê Caravanas, do disco lançado ano passado.

Chico e banda sobem ao palco do Teatro Pedra do Reino hoje e amanhã. Junto com ele, estará Luiz Cláudio Ramos, maestro e arranjador que está com Chico há mais de 45 anos, assinando a direção musical dos últimos discos dele e deste show.

Em entrevista ao CORREIO pelo telefone, Ramos ficou impressionado ao saber quanto tempo faz que Chico não vem a João Pessoa (em Campina, ele cantou na década de 1990, no Spazzio).

Além das nove faixas do disco novo, Caravanas, Chico interpreta clássicos da carreira como “Retrato em branco e preto”, “Iolanda”, “Partido alto”, “Todo sentimento” e “Sabiá”, “Geni e o zepelim”, “Futuros amantes” e “Paratodos”.

Segundo Luiz Cláudio, foram 33 dias de ensaios para que Caravanas pegasse a estrada. “Ensaiamos esse período – uns trinta e poucos dias, a banda toda afinada. Nesse período aconteceram algumas mudanças. O roteiro é dele, inclusive, ele se vangloriza em ser craque no roteiro”, disse o maestro, rindo.

Alguma novidade nessa temporada? “Olha, no show teremos um Chico intenso, cuja novidade é sua performance, o diferencial”. Chico arrisca até uns passos de dança nesse show. “As cenas de palco foram acontecendo”.

Chico não deixa de reverenciar o mestre Wilson das Neves, seu baterista que morreu em agosto do ano passado, aos 81 anos. Em dado momento do show ele coloca um chapéu Panamá e canta “Grande Hotel” (parceria dos dois).

Em todos os shows de Chico Buarque as fãs gritam muito (“Chico, eu te amo”, “Chico, quero me casar com você”), mas o maestro disse que isso não atrapalha a banda. “A gente já acostumou, é natural. Mas não é somente elas, eles também gritam que amam Chico e querem se casar com ele”, comenta, rindo.

Luiz Cláudio conheceu Chico em 1973, quando foi chamado para tocar na faixa “Barbara”, do disco da trilha sonora da peça Calabar, o Elogio da Traição, de Chico e Ruy Guerra, que foi censurada. “Mas o disco saiu. Eu tinha 20 e poucos anos e foi muito importante para minha carreira” registra.

Luiz Carlos já tinha tocado com Wilson Simonal, Sérgio Ricardo, Elis Regina, Erasmo Carlos, Odair José, Rita Lee. A partir do encontro com Chico, já apareceu nos discos Chico Buarque e Maria Bethânia Ao Vivo (1975), Meus Caros Amigos (1976) e Chico Buarque (1978). Ele esteve por aqui duas vezes, tocando com o Quarteto em Cy.

Chico Buarque

Terça e quarta, às 21h.

Teatro Pedra do Reino (Centro de Convenções, PB-008, km 5, João Pessoa – 9.9142.5892 – http://www.cecon.pb.gov.br – https://www.facebook.com/Teatro-Pedra-do-Reino-1879904645369244).

Ingressos: R$ 340 (plateia A/ inteira), R$ 280 (plateia B/ inteira), R$ 180 (balcão/ inteira), R$ 170 (plateia A/ meia), R$ 140 (plateia B/ meia), R$ 90 (balcão/ meia)

Veja locais de venda na Agenda (pág. C-4)

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