sábado, 20 de julho de 2019
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Braulio Tavares fala sobre ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’

Astier Basílio / 29 de setembro de 2018
Foto: Divulgação
Terça passada, Ariano – Auto do Reino do Sol levou quatro estatuetas no Prêmio Bibi Ferreira, dedicado aos musicais. Entre elas a de melhor espetáculo musical brasileiro e a de melhor ator, que coube a Adrén Alves, de Campina Grande.  Há outros paraibanos na equipe: a direção é de Luiz Carlos Vasconcelos e o texto de Braulio Tavares. Há ainda o toque de Chico César que, em parceria com Beto Lemos e Alfredo Del Penho, compôs a música da peça.

A montagem produzida pela Sarau Agência de Cultura e levada ao palco pela companhia Barca dos Corações Partidos, do Rio de Janeiro, mergulha no universo da obra e nas fontes de inspiração de Suassuna.  A começar pela divisão simbólica. O circo e a guerra. O riso e o sangue se entrecruzam em muitas vozes que não apenas do próprio autor do Auto da Compadecida e de A Pedra do Reino, obras exemplares destes dois pólos simbólicos. Uma das grandes sacadas foi o uso da intertextualidade. Dom Quixote, por exemplo, é personagem de um dos palhaços da companhia. Não por acaso, Escaramuça – referência a Scaramouche, obra de Rafael Sabatini, integrante do cânone afetivo de Suassuna.

Braulio participou do processo de montagem da peça. Quais as vantagens e desvantagens para o dramaturgo de estar na sala de ensaio?  “A desvantagem é a imprevisibilidade. É decolar com o avião sem ter idéia do trajeto ou do destino de chegada”, comenta o autor. “A vantagem é que o trajeto e o destino irão sendo negociados, hora a hora, dia a dia, semana a semana, até a estréia do espetáculo”.

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