sábado, 27 de fevereiro de 2021

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Flávio Venturini apresenta seu novo show no Paulo Pontes

André Luiz Maia / 08 de julho de 2017
Foto: Divulgação
Uma das canções de maior êxito de Flávio Venturini é "Céu de Santo Amaro". Na canção inspirada em melodia erudita de Bach, adaptada para o contexto da música popular, o brilho das estrelas evidenciam a imensidão do Universo. Em Paisagens Sonoras, apresentado hoje no Teatro Paulo Pontes, Venturini pega a plateia pela mão e a convida para apreciar suas músicas, estrelas que iluminam o caminho de sua carreira.

Devido ao caráter romântico de suas canções, é uma boa pedida para os apaixonados. Mas é bom avisar que a apresentação não é mera coletânea de seus sucessos. "Eu quero apresentar as várias versões de mim para o público. Quero mostrar meus números instrumentais, algo que eu tenho muita paixão, relembrar as músicas que ficaram marcadas em projetos dos quais participei e, claro, cantar os sucessos que o público sempre pedirá onde quer que eu vá", comenta Flávio Venturini, em entrevista ao CORREIO.

A base do show são seus grandes sucessos como "Todo azul do mar”, “Noites com sol”, “Pierrot”, e uma versão em inglês para o hit “Nascente”. No palco o tecladista mineiro é acompanhado pelo guitarrista Augusto Rennó.

No currículo, Flávio ostenta uma história invejável. Com apenas três anos, demonstrou seu interesse pela música. Aos 15, começou sua formação musical, aprendendo primeiramente acordeon. Logo depois, ganharia de seu pai seu maior parceiro de composições: o piano. Na Fundação de Educação Artística de Belo Horizonte, desenvolveu a técnica no instrumento.

No fim da década de 1960, Venturini teria contato com seu primeiro grupo musical de destaque, O Terço. "Eu compus uma música que eles tocaram no Festival Universitário da Canção, em Belo Horizonte. A partir daí, comecei a participar do grupo e isso me deu muita experiência", comenta Flávio. Nesse meio tempo, também colaborou com o segundo disco do lendário coletivo de músicos mineiros , Clube da Esquina, com a canção "Nascente".

Durante toda a década de 1980, esteve dentro do grupo 14 Bis, que lhe proporcionou destaque nacional. Algumas de suas composições ficaram na cabeça dos brasileiros como "Linda juventude", "Planeta sonho", "Nuvens", "Espanhola" (parceria com Guarabyra, da dupla Sá e Guarabyra), além de uma parceria com Renato Russo, líder do Legião Urbana, "Mais uma vez".

Como artista solo, além de defender seu repertório, também teve suas canções interpretadas por grandes artistas da MPB, como Milton Nascimento, Caetano Veloso, Nana Caymmi, Ivan Lins, Renato Russo, Ed Motta, Guinga, André Mehmari, Leila Pinheiro, Ney Matogrosso, Alcione, João Bosco e Jorge Vercilo. "É uma alegria muito grande poder compartilhar tudo isso com o público durante os meus shows", completa.

Na apresentação de hoje, haverá um show de abertura com o cantor Wister, que apresenta o repertório do show Eu Daqui, com canções autorais. Durante a performance de Flávio Venturini, um convidado musical especial: Romero Ferro. O jovem cantor pernambucano chamou a atenção de Flávio por conta do disco Arsênico, lançado no ano passado. "Eu ouvi o trabalho dele, fiquei muito surpreso e feliz em ver sua qualidade. Decidi convidá-lo para esta apresentação por ver como é importante valorizar os artistas do Nordeste, que sempre são muito talentosos", explica. Romero Ferro está concorrendo ao Prêmio da Música Brasileira deste ano, como cantor na categoria Canção Popular, ao lado de Odair José e Luiz Caldas.

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