domingo, 19 de maio de 2019
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Animação ‘Ugly Dolls’ estreia nos cinemas com mensagem positiva

André Luiz Maia / 16 de maio de 2019
Foto: Divulgação
Em uma espécie de parábola sobre a autoestima, o filme Ugly Dolls chega aos cinemas brasileiros uma semana depois da estreia de Pokémon: Detetive Pikachu para evitar o choque com a famosa franquia derivada dos videogames. O lançamento nos Estados Unidos também foi mudado por conta disso, mas lá, a obra estreou uma semana antes.

Ugly Dolls se passa em um universo oculto, em que os bonecos ganham vida (qualquer semelhança com Toy Story não é mera coincidência). Eles são designados especialmente para crianças escolhidas a dedo, mas aqueles que foram concebidos e, por algum motivo, acabaram deformados, são descartados e jogados na cidade de Uglyville.

É lá que mora a protagonista Moxy e seus amigos Ox, Ugly Dog, Wage, Babo e Lucky Bat, todos bonecos descartados. Eles se sentem tentados a "consertarem sua aparência no Instituto da Perfeição, já que cada um tem uma "falha" que não atende aos padrões corporativos de simetria e "fofura" que agradam aos olhos.

O problema de Moxy são os dentes. Ela tem três, desigualmente espaçados, com uma lacuna proeminente. Ox tem um X onde deveria estar seu olho esquerdo. Ugly Dog tem um único grande olho amarelo no meio da testa. Wage ostenta dois incisivos inferiores deselegantes, parecendo com os de um vampiro.

Ao tentarem sem sucesso se adequarem aos padrões, os personagens começam a a entender que o que os torna únicos e o que mais os valoriza são suas individualidades e sua aparência excêntrica, algo que é celebrado em Uglyville.

A franquia foi criada por David Horvath e Sun-Min Kim, originalmente como uma linha de bonecos de pelúcia. O argumento do filme dirigido por Kelly Asbury e escrito por Alison Peck foi criado pelo diretor Robert Rodriguez (Pequenos Espiões, Sin City - A Cidade do Pecado), que também produziu Ugly Dolls.

Na dublagem original, há um time de estrelas formado por Kelly Clarkson, Nick Jonas, Janelle Monáe, Pitbull, Blake Shelton, Wanda Sykes, Gabriel Iglesias, Wang Leehom, Emma Roberts, Bebe Rexha, Charli XCX e Lizzo.

Alguns desses nomes também contribuem para a trilha sonora do filme, mas a grande surpresa é a presença da brasileira Anitta, que canta o tema “Ugly”, adaptado também para espanhol (“Fea”) e português (“Feia”), as três cantadas pela carioca.

As críticas preliminares ao filme, no entanto, não estão nada positivas. O agregador de avaliações Rotten Tomatoes, duas semanas após a estreia da animação nos Estados Unidos, apresenta o baixíssimo percentual de 30%. O consenso sobre Ugly Dolls no site afirma que “os espectadores muito jovens podem se divertir com os ‘UglyDolls’ - apenas porque eles são menos propensos a reconhecer os muitos elementos familiares em sua história afirmativa, ainda que estereotipada”.

O Metacritic, que reúne avaliações de profissionais da cobertura de imprensa do cinema, também não é muito animador, com uma nova de 39 de 100, com base em 17 análises. A jornalista Katie Walsh, do Los Angeles Times, foi dura em sua crítica, ao afirmar que Ugly Dolls se trata de uma mera oportunidade de merchandising para vender os bonecos e não vai muito além do que isso.

Outras estreias da semana



'John Wick 3: Parabellum'

A ação neo-noir estrelada por Keanu Reeves chega ao seu terceiro capítulo. O (ex-)matador de aluguel que dá título à franquia agora luta para sair de Nova York quando um contrato de 14 milhões de dólares faz dele o alvo dos maiores assassinos do mundo. John Wick continua em sua rota de destruição a partir do ponto em que “Um novo dia para matar”, o segundo filme, lançado em 2017, terminou. Expulso e perseguido pela organização secreta de assassinos por quebrar as regras, ele enfrenta desafios cada vez maiores para continuar vivo, com cenas de ações grandiosas e bem executadas. Estreia em João Pessoa, e Campina Grande, Patos e Remígio.

'Kardec'

O novo filme brasileiro a entrar em cartaz nos cinemas paraibanos conta a história do educador francês Hypolite Leon Denizard Rivail, reconhecido mais tarde como Allan Kardec. Além de tradutor e escritor, Kardec é conhecido por ter decodificado o espiritismo, uma das religiões mais praticadas no Brasil. O diretor da produção afirma que a obra não é um filme sobre espiritismo, mas uma cinebiografia de uma figura importante para a concepção da doutrina, abordando mais o aspecto humano e social de Kardec em uma França dominada pelo absolutismo de Napoleão Terceiro. Estreia em João Pessoa.

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