terça, 19 de janeiro de 2021

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‘Aliados’ estreia amanhã nos cinemas com trama sobre a II Guerra

André Luiz Maia / 15 de fevereiro de 2017
Foto: Divulgação
A base de qualquer relacionamento reside na confiança que as pessoas envolvidas têm entre si, seja amizade, relação profissional ou um romance. Durante guerras, uma das estratégias fundamentais para derrotar os oponentes é justamente minar a confiança do lado oposto. Em Aliados, essas questões são o cerne do filme, que é ambientado durante a Segunda Guerra Mundial, mas trata de uma questão mais interna entre seus personagens do que com o grande conflito que balançou as estruturas do planeta. A produção estreia amanhã nos cinemas brasileiros.

No comando está Robert Zemeckis, conhecido por sua forma de conduzir bem uma história, atestada em produções como Forrest Gump, o Contador de Histórias e Náufrago, e o filme é estrelado por Brad Pitt e Marion Cotillard., o que eleva as expectativas.

A primeira parte da trama é ambientada nos primeiros anos da guerra. O tenente-coronel Max Vatan (Brad Pitt) é um espião enviado para uma missão em Casablanca, no Marrocos: matar um embaixador nazista. Durante a investida, ele acaba conhecendo a bela e misteriosa agente francesa Marianne Bausejour (Marion Cotillard). A investida quase acaba em uma tragédia, mas os dois saem vivos.

Apaixonado, Max pede que Marianne retorne com ele para Londres. Eles se casam, passam a morar juntos e mais tarde têm uma filha. No entanto, anos depois, uma informação é jogada feito uma bomba no colo de Max: sua esposa pode ser uma agente alemã, que assumiu a identidade de Marianne após ela ser morta em uma missão em Paris.

Não bastasse a dúvida, Max tem agora uma missão insólita. Primeiro, ele deve plantar uma informação falsa em casa, que fique às vistas da companheira. Caso aquela informação seja repassada para os alemães, a verdadeira identidade de Marianne estaria provada e o tenente precisaria executá-la com suas próprias mãos. Caso não o faça, ele seria condenado à forca, acusado de traição e de por toda a operação contra os nazistas em risco.

No site agregador de críticas Rotten Tomatoes, Aliados conta com um percentual de 61%, com uma média de 6,2. O consenso da crítica pontua bons momentos da produção, mas que ela falha em criar um clima épico de romance durante tempos de guerra, o que é decepcionante, tendo em vista os talentos envolvidos tanto diante quanto por trás das câmeras.

No entanto, críticas como a da Time Magazine, escrita por Stephanie Zacharek, afirma que o filme "é fascinante e tem momentos de experimentação e sofisticação de uma forma diferente. Zemeckis usa a tecnologia para evocar o sentimento que temos ao assistir filmes antigos favoritos". Ela também destaca o trabalho de construção dos personagens de Pitt e Cotillard. "Eles entendem claramente que sua missão maior é passar pela tradição do melodrama e eles levam isso a sério", completa.

A recepção positiva da crítica, no entanto, destoa da forma como o trabalho de divulgação do filme tem atuado. Os sites de fofoca especulam que a divulgação protocolar, sem o tamanho esperado diante das estrelas envolvidas possa ter relação com uma polêmica que se desenrolou fora do filme.

A separação de Brad Pitt e Angelina Jolie, que foi um dos assuntos mais comentados do ano passado, pode ter prejudicado a divulgação da produção, principalmente pelos rumores (até então infundados) de que Marion Cotillard seria o suposto pivô da separação. Por conta disso, a cautela, para não gerar mais comentários do tipo, foi a estratégia adotada.

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