quinta, 06 de maio de 2021

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Alcione fará show em João Pessoa com a turnê ‘Eu Sou a Marrom’

André Luiz Maia / 24 de agosto de 2018
Foto: Reprodução
Alcione está plena. Com 47 anos de carreira, a maranhense desfruta as alegrias de uma trajetória marcada pela música. Nem mesmo os problemas de saúde que a fizeram passar por cirurgias e um tratamento severo que a fez perder bastante peso a abalou. Pelo contrário, ressurgindo como fênix, volta com capacidade vocal amplificada e um pique de dar inveja às moças de vinte poucos anos.

Em outubro do ano passado, ela se apresentaria ao lado de Diogo Nogueira por aqui, mas a performance foi cancelada na época. Não tem problema. Um novo ano chegou e agora os pessoenses terão a oportunidade de encontrá-la novamente nos palcos. Ela finalmente retorna à Paraíba neste sábado (25), com a turnê Eu Sou a Marrom, que começou na ocasião dos seus 45 anos de atividade na indústria musical brasileira.

“Sabe, eu tenho uma gratidão muito grande aos meus fãs e a Deus, porque isso é uma coisa de Deus, não é? É muita coisa que acontece no meio do caminho e de repente fica tudo bem, chega a essa altura do campeonato com shows lotados, muitos jovens na minha plateia. Parece uma resposta de Deus à minha luta. Sou uma pessoa que teve problemas de saúde, já me recuperei e agora estou cuidando para me manter. Acho que a vida tem que ser cheia de acontecimentos para termos história para contar, não é? (risos)”, conta a Marrom em entrevista ao CORREIO .

Para quem não lembra, no meio do ano passado, Alcione passou por uma cirurgia de angioplastia, além de um cateterismo. A notícia preocupou seus fãs, mas a cirurgia, com equipe médica do Hospital Sírio-Libanês coordenada pelo doutor Roberto Kalil Filho, foi bem-sucedida. “Levei um susto, mas felizmente fui muito bem atendida pela equipe do Sírio-Libanês. Hoje, graças aos cuidados recebidos, sinto-me ótima, muito bem disposta.  Mesmo ainda não estando 100%, estou saudável e meus exames estão absolutamente zerados, sem problemas", complementa a cantora.

A rotina pós-cirurgia, no entanto, é bem diferente e ela ainda está se habituando. “Dieta saudável, cuidados básicos com a saúde. Nada de açúcares, refrigerantes, excessos. Só não consigo comer arroz integral porque detesto. Eu percebi que precisava me comportar, na medida do possível, porque não dá para eu ficar fazendo angioplastia toda hora, né?”, confessa, descontraída.

Vida refeita, hora de dar prosseguimento às comemorações. No show, não poderão faltar os clássicos obrigatórios de seu catálogo musical, como “A Loba”, “Estranha loucura”, “Você me vira a cabeça”, “Gostoso veneno” e “Meu ébano”. Entre as memórias de sua vida, ela reserva espaço para rememorar os grandes encontros profissionais e fraternais, a exemplo de Emílio Santiago, falecido há cinco anos, cantando duas músicas eternizadas na voz do carioca, “Flamboyant” e “Saigon”. Outro nome que também é revisitado aqui é a sambista-mor Dona Ivone Lara.

Eu Sou A Marrom é um projeto multimídia, que resultará em um documentário, uma biografia da Marrom e a gravação deste DVD, já realizada em maio, e que deve ser lançada em breve. “O documentário também está em processo de finalização. A biografia é que está começando. Quem irá escrevê-la é uma amiga minha, a jornalista Diana Aragão, que tem muito mais propriedade para escrever do que eu”, relata Alcione.

O projeto coroa uma trajetória de bastante sucesso. Na ativa desde 1975, são mais de 40 álbuns e dez DVDs gravados, ultrapassando oito milhões de cópias vendidas. Sua arte cruzou as fronteiras e chegou ao exterior, ouvida tanto por brasileiros migrantes por todas as partes do globo como também por estrangeiros curiosos por seu timbre imponente e pelo repertório de sambas e boleros que passam pela criteriosa peneira da intérprete, que apresenta identidade marcante nas músicas que decide trabalhar.

O resultado aparece de maneira evidente, já que ao longo deste tempo, acumula mais de 350 prêmios, inclusive internacionais, como o Grammy Latino.

De portas abertas. Apesar das inúmeras mudanças do mercado musical, Alcione permanece no imaginário popular brasileiro, até mesmo entre os jovens. Uma das razões que podem explicar essa presença é sua capacidade de se fazer presente em diversos nichos e gêneros musicais.

Nas comemorações dos 10 anos de carreira, Luan Santana lançou convite para que a cantora participasse de um programa especial, o qual ela prontamente aceitou. O grupo As Bahias e a Cozinha Mineira a chamou atenção de maneira instantânea durante a Virada Cultural de São Paulo, em história relatada com a presença das artistas em programa televisivo.

São muitas histórias de relações com artistas que aparentemente estariam “fora” de sua seara musical. Para Alcione, isto não é impeditivo. “Nunca tive preconceitos quanto a gêneros, ritmos, estilos musicais e jamais terei. Gosto de música que me emocione, arrepie. Se não for assim, não gravo e nem canto. Todos estes profissionais citados são excelentes em suas especialidades, são grandes artistas e respeito a todos”, conclui.

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