terça, 20 de abril de 2021

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Mais de 600 pessoas participam da organização da Procissão da Penha

Aline Martins / 18 de novembro de 2018
Foto: Reprodução
“Minha mãe sempre foi devota de Nossa Senhora da Penha e quando eu tinha 16 e 17 anos a acompanhava na procissão, mas só por acompanhar mesmo… Em 2010 sofri um acidente de carro. Fiquei em uma cadeira de rodas. Os médicos diziam que eu não ia poder andar mais… Pedi a Nossa Senhora da Penha que me ajudasse a superar. Comecei a ir com frequência as missas, depois coordenei a equipe litúrgica e hoje sou voluntária”.

O relato é da mestra em Engenharia Mecânica Aline Karla Barbosa da Silva, 31 anos, que desde o ano trabalha na organização da Romaria da Penha – um evento cristão católico que atrai mais de 450 mil fieis de diversas cidades paraibanas para João Pessoa. A fé e a gratidão a Maria a ajuda nesse trabalho voltado ao próximo. A jovem faz parte do grupo, de 600 pessoas, que organizam a procissão. Este ano, será a 255ª edição que tem como tema “Maria, mãe dos leigos e leigas na Igreja, ajuda-nos a superar a violência e construir um mundo de paz”. Serão 14 km de percurso desde o Centro da cidade até o Santuário na Penha, em João Pessoa.

Aline é uma das voluntárias organizadoras da entrega do lanche aos voluntários e funcionários públicos estaduais e municipais envolvidos no apoio logístico da procissão. Desde o ano passado, a mestra em Engenharia Mecânica faz parte dessa equipe. “No ano passado tinha umas 15 pessoas ajudando a distribuir os alimentos. Este ano estamos com 25 pessoas, meus amigos. Eles começam logo cedo a receber as doações de frutas, bolos, água. Nós fazemos as saladas, cortamos o bolo… Isso começa por volta das 11h porque as pessoas que vão trabalhar chegam umas 19h”, afirmou, comentando que os participantes dessa equipe se dividem em turnos para atender todas as pessoas.

Para que o evento ocorra sem problemas é necessário um planejamento. Por conta disso, os preparativos se iniciam com meses de antecedência. De acordo com o padre Adriano da Silva, um dos coordenadores da Romaria da Penha, isso ocorre ainda no primeiro semestre do ano. “Nós avaliamos o que foi feito na Romaria anterior, planejamos como fazer a do ano e montamos a equipe de organização”, comentou, acrescentando que conta com o apoio de várias pessoas como padres e leigos da igreja na organização. Logo após, a equipe se reúne com as secretarias do Governo do Estado e da Prefeitura Municipal de João Pessoa para ajudar no apoio logístico da caminhada que recebe um grande número de pessoas. “Nós traçamos com as secretarias o planejamento geral desde a segurança até o trânsito”, frisou.

Uma das medidas de organização é quanto ao custo da realização do evento cristão a exemplo do pagamento dos trios elétricos, o lanche para os voluntários e funcionários do Governo do Estado e da Prefeitura que estarão trabalhando na organização, as flores para o andor e na impressão do material litúrgico (os livrinhos com os cânticos de louvores). A arrecadação do dinheiro começa cedo. Desde o início do ano, a coleta de uma das missas do domingo é guardada para cobrir as despesas. Além disso, para que o encerramento da festa religiosa, dedicada a Nossa Senhora da Penha, que tem como ponto mais alto a Romaria, seja conforme o planejado, há um grupo de pessoas nos bastidores dando todo o apoio necessário – os voluntários.

Segundo o padre Adriano da Silva, os voluntários se dividem em quatro vertentes principais: os que ficam na ornamentação do andor principal de Nossa Senhora da Penha (umas 15 pessoas); no lanche que é destinado aos voluntários e às pessoas que trabalham na segurança, trânsito, transporte e demais serviços necessários para que a procissão aconteça; na coleta que é arrecadação feita nas imediações do Santuário, tendo em vista que o dinheiro arrecadado seja destinado aos pagamento das despesas do evento; e no acolhimento e limpeza, ou seja, na orientação de dúvidas dos fieis e também na manutenção do local devido ao grande número de participantes.

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