quinta, 03 de dezembro de 2020

Surf
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Ninguém segura o Índio e nem a força dos novos talentos

Raniery Soares / 06 de dezembro de 2015
Foto: Divulgação
Quem escuta falar em surf nos últimos tempos, sempre que o nome da Paraíba ecoa pelas melhores ondas, o paraibano Elivelton Santos é citado com destaque. Este ano, ele resolveu encarar um novo desafio: o surf profissional e está vibrando com o seu primeiro título, conquistado na última semana, sendo o mais novo campeão nordestino. Já de olho na temporada 2016, ele enfrentará uma temporada de preparação no sudeste, para aprimorar ainda mais o seu surf.

O local deste feito foi a praia do Amor, em Pipa (RN), durante o Circuito Nordestino. Ele já havia pontuado bem nas duas primeiras etapas em Fortaleza (CE) e Maracaípe (PE), deixando a última apenas para conquistar o título de campeão da etapa potiguar e de quebra, se consolidar como o campeão geral do torneio.

Sem conseguir esconder a felicidade pela conquista, Elivelton revelou que sentiu uma energia estranha antes das primeiras baterias, mas após uma oração, parecia exatamente que era uma nova prancha que estava na água.

“Muitas pessoas queriam ter conquistado este título e quando fui para a primeira bateria, parecia que tinha alguém segurando a minha prancha. Saí da água, fiz uma oração com a minha namorada e retornei para o mar, quando de repente parecia outra prancha. Foi nesta volta que eu consegui a manobra que eu queria e obtive uma das melhores notas”, contou.

Mesmo com as festividades de fim de ano, o que Elivelton menos pensa é em descansar. No 2016 que está bem próximo, ele vai encarar uma maratona de preparação no Rio de Janeiro, onde também está o paraibano José Francisco, o Fininho, local que os ‘olheiros’ escolhem para conhecerem os novos talentos.

Meta é o WCT

Elivelton já coleciona algumas passagens em competições internacionais. Duas delas foram o ISA Mundial Junior, realizado no Equador e outra foi uma oportunidade com a seleção brasileira de surf na China, quando alguns atletas foram demonstrar o esporte no país. Porém, ele acredita que está apenas no início da caminhada, já que a sua meta é o WCT, a elite do surfe mundial.

A saída do amadorismo para a cena profissional foi importante, segundo ele. “Como amador eu já havia conquistado muitos resultados e decidi que precisaria dar um passo mais adiante, pois o meu objetivo é chegar ao WCT. Conversei com muitos surfistas, achei que era a hora e confesso que não me arrependo”, afirmou.

O índio voador não quer demorar muito a entrar no WCT, afinal ele ainda quer encontrar com o norte-americano Kelly Slater, considerado uma das maiores lendas do esporte mundial. Neste mesmo cenário mundial, Elivelton terá uma oportunidade parecida como a do também paraibano Fábio Gouveia.

A força dos novos talentos

O novo campeão nordestino faz parte da safra de novos talentos do surf paraibano. Elivelton foi descoberto em Baía da Traição e começou no esporte aos sete anos, bem cedo assim como alguns nomes destacados pelo índio voador: Yuri Barros, Kauã Hanson e Reginaldo Filho, o Guinho de Tambaba. “A Paraíba sempre foi, não é de hoje, um local que se revela muitos talentos para o surf. Os nomes que citei são só alguns, porque são vários e com o tempo, eles vão adquirir experiência e quem sabe, escolherem o caminho que eu estou seguindo agora”, frisou.

Elivelton ainda destacou que iniciativas como os circuitos Surf Escola e o próprio Campeonato Paraibano servem exatamente para que os talentos da nova safra possam ser descobertos e, além disso, revelados para o cenário nacional do esporte.

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