sábado, 19 de setembro de 2020

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Presidente do Treze não descarta renúncia, e ataca mandatário do CD

Maurílio Júnior / 14 de setembro de 2015
Foto: Ascom/Treze
Um futuro cercado de incertezas. Este é o cenário desenhado no Estádio Presidente Vargas após a desclassificação do Treze na Série D do Campeonato Brasileiro. Para piorar, a atual crise interna parece longe do fim. Em contato com a reportagem do Correio da Paraíba Online, na noite desta segunda-feira (14), o presidente da executiva do clube, Carlos Alberto da Silva, o Bebeto, atacou o presidente do Conselho Deliberativo (CD), Robson Regis, a quem atribui à pressão que tem sofrido para renunciar ao cargo.

“Ele (Robson Regis, o Boba) é muito fraco. Não é homem para falar as verdades. Um grupo de quatro ou cinco torcedores orquestrado por ele está querendo minha renúncia. São as mesmas brigas que fizeram os abnegados abandonarem o Treze”, disparou Bebeto.

O mandatário galista não descartou uma eventual renúncia. Segundo ele, um grupo de trezeanos, o qual preferiu não revelar os nomes, estaria proposto a ajudá-lo, no entanto, caso isso não aconteça, entregará o cargo de presidente.

“Estarei reunido com o grupo que está querendo me ajudar para levantar o Treze. Não posso dizer quem são, eles pediram para não falar. Se este grupo não me ajudar, eu renuncio e faço uma coletiva explicando tudo que tem acontecido”, limitou-se a dizer.

Quando perguntado sobre a debandada dos antigos abnegados, Bebeto afirmou categoricamente que não se sente traído. “De forma alguma. O Ivandro (Cunha Lima Filho), por exemplo, é um homem. Homem de bem. Diferente de outros que disseram que iriam me ajudar e correram. Bateram pino”, respondeu. “Não posso citar nomes sem o apoio deste grupo que estarei reunido”, acrescentou.

Diretor Administrativo no inicio da gestão de Bebeto, Ivandro Filho anunciou sua saída do clube depois do fracasso da equipe no campeonato paraibano, sob a justificativa de "desgostoso com várias situações" dentro do Treze.

Sobre o jogo contra o Serrano, no interior da Bahia, quando somente o gerente de futebol, Josimar Barbosa, o Joba, representou a direção na partida que custaria a sobrevivência da equipe na Série D, Bebeto explicou. “Só tem eu sozinho, quem mais iria? Eu tinha coisas do Treze para resolver aqui. Mas foi o Joba e a comissão técnica”, disse.

A reportagem tentou contato com o presidente do Conselho Deliberativo do Treze, Robson Regis, mas sem sucesso.

*Atualizado às 22h23 

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