quarta, 17 de outubro de 2018
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Pai dá nome de jogadores a filhos por amor ao futebol

Amauri Aquino / 25 de fevereiro de 2018
Foto: Nalva Figueiredo
A cada grande evento do esporte mundial, alguns nomes viram mania, principalmente nos cartórios. É a forma com que os pais encontram de homenagear ídolos, e que nem sempre são brasileiros. Após uma Copa do Mundo esse fenômeno aumenta como foi no caso de Rubinaldo Firmino, que colocou o nome dos filhos inspirado em três jogadores: Carlos Alberto Gamarra Pavón, Celso Rafael Ayala Gavillán e Carlos Alberto Martínez Tévez.

Natural de Natal, Rubinaldo buscou inspiração na Copa da França, realizada em 1998. Apaixonado por táticas, e como ele próprio diz: “Fã de um futebol elegante, moderno de um futebol vistoso”, foi assim com os dois primeiros filhos – Mateus Ayala (19) e David Gamarra (18) – do auxiliar de coordenação do Projeto Social da Associação Pessoense de Futebol.

“Acompanhando a Copa de 98, assistia aquela garra da zaga paraguaia, que demonstrava amor e colocava a garra do futebol sul-americano na ponta da chuteira, e é isso que quero para eles; jovens que trabalhem com muito amor, perseverança e garra”, explicou Rubinaldo.

Na terceira gestação de sua esposa, Rubinaldo sugeriu colocar o nome do último herdeiro de Chilavert, goleiro e capitão da equipe que terminou na 14ª posição do torneio, sendo eliminado pela campeã França, na disputa das oitivas de final, pelo placar de 1 a 0.

"Era meu desejo ter feito também essa homenagem, e completar o trio daquela inesquecível seleção, mas a minha esposa não permitiu. Depois ainda tentei colocar o nome do uruguaio Lugano, mas também não consegui convencê-la, mas por fim ela se rendeu e registramos de Tévez", disse Rubinaldo Firmino.

Garotada quer seguir os passos dos ídolos do pai

Os adolescentes gostaram da homenagem feita pelo pai, e se divertem com os nomes. Matheus Ayala é o mais velho e tem 19 anos. Diferente do zagueiro, ele resolveu optar em jogar na lá na frente, como um homem-gol. Ele já jogou em algumas equipes de base do Rio Grande do Norte e hoje tenta a sorte atuando pela equipe do projeto coordenado pelo pai.

“Acho bacana o que o meu pai fez, mas o meu objetivo agora é fazer gols, porque eu sou atacante e o meu maior objetivo é fazer história colocando a bola para os fundos das redes. Vou continuar treinando para que apareça uma oportunidade como centroavante ou pelas pontas”, comentou.

Diferente do irmão mais velho, David Gamarra pretende repetir o sucesso do xará. Aos 18 anos, o garoto passou pelo Alecrim e fez testes na última semana no CSP, equipe tradicionalmente conhecida no estado pelo trabalho nas categorias de base. Mas a semelhança fica apenas no nome, é o que explica.

“Acompanhei parte da história dele por vídeos, e o pessoal até diz que temos estilo bem parecido. Gamarra jogava com muita elegância, já eu gosto de ser mais pegador, com entrada mais forte, contudo quero mesmo é seguir com o sonho de ser jogador porque uma pessoa sem sonho é uma pessoa morta”, falou Gamarra.

Caçula da família com apenas 12 anos de idade, Samuel Tévez é o que mais destoa. Tímido, Samuel ainda não sabe o que fez escolher a posição de goleiro, mas explica que assim como os irmãos, vai até o fim para realizar o sonho.

“Sempre quis ser goleiro. Sei que é uma posição muito difícil, mas eu vou continuar. Não conheço muito o atacante Tévez, só sei que é um grande jogador e eu, quero ser como ele”, finalizou.

Conheça os atletas que inspiraram os nomes

O mais famoso das três inspirações do pai dos meninos, Rubinaldo, Carlos Alberto Martínez Tévez – ou mesmo Carlitos Tévez, é argentino e atualmente defende as cores do Boca Juniors, tradicional equipe argentina. Foi o líder da seleção que faturou pela primeira vez a medalha de ouro olímpica, nos Jogos de 2004, Atenas.

Celso Ayala, hoje é treinador. O beque central começou a carreira no Olímpia do Paraguai, onde aos 20 anos, conquistou o título da Taça Libertadores da América.  Mas fez história mesmo com o River Plate. Em 2000 defendeu as cores do São Paulo. Encerrou a carreira em 2006, no Colo-Colo.

Considerado um dos melhores zagueiros do futebol, e ídolo nos diversos clubes que passou, Gamarra teve a consagração na carreira, quando atuou na Copa do Mundo da França e foi eleito o melhor defensor do Mundial, tendo passado toda a competição sem ter cometido uma falta sequer. Anunciou a aposentadoria durante a Copa da Alemanha, em 2006.

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