terça, 11 de maio de 2021

Operação Cartola
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FPF tem acesso aos documentos, mas despista sobre próximos passos

Gabriel Botto e Raniery Soares / 10 de maio de 2018
Foto: Rafael Passos
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Com o sigilo das investigações da Operação Cartola aberto, o diretor executivo da Federação Paraibana de Futebol (FPF), Eduardo Araújo, revelou que teve acesso ao processo, mas despistou sobre quais serão os próximos passos da entidade. Como o segredo do processo foi aberto apenas para os investigados e partes interessadas, segundo ele, os trabalhos da defesa ainda não avançaram.

É bom lembrar que anteriormente, a entidade teria sugerido à Justiça a abertura do sigilo da operação para que pudesse se defender publicamente. Porém, mesmo após ter acesso aos documentos do Ministério Público e da Polícia Civil, a FPF diz que ainda não pode se manifestar, pois o segredo não foi aberto por completo.

“Tivemos acesso sim, mas a situação ainda não avançou, por que ainda não foi divulgado e nós não podemos fazer isso. Então não posso falar muito sobre esse assunto”, resumiu Eduardo.

Abertura do sigilo. No início da semana, a juíza Andréa Galdino, da 4ª Vara Criminal de João Pessoa decidiu pela abertura do sigilo do processo que é parte da Operação Cartola. Na decisão, ela pede o encerramento das escutas telefônicas e autoriza a difusão das informações aos investigados e partes interessadas.

STJD

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) requisitou logo depois que a Operação Cartola foi deflagrada, o acesso aos documentos do processo e o ingresso como parte interessada no processo, mas o pedido até o momento não foi respondido.

Procurados pelo Correio, o presidente Ronaldo Botelho Piacente e o procurador Felipe Bevilacqua não atenderam a reportagem. Já a assessoria de comunicação do órgão disse que continuam sem informações sobre o andamento do processo e o teor das investigações, o que impossibilita qualquer abertura de processo disciplinar.

“Não temos nenhuma novidade por enquanto. Enquanto a Polícia e o Ministério Público não enviarem os documentos e tudo que foi investigado, o STJD não poderá se posicionar, pois desconhece toda a situação. Após o envio dos documentos, o Tribunal poderá avaliar a possibilidade de punição para os suspeitos investigados”, disse a assessoria.

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