sexta, 18 de setembro de 2020

Olimpíadas
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Ex-jogador de handebol paraibano descobre na maratona um caminho para disputar as Olimpíadas 2020

Geovanna Teixeira / 09 de outubro de 2016
Hoje, o maratonista Thalles Runnier estará representando Campina Grande na Maratona Internacional de Buenos Aires, na Argentina, com a expectativa de conseguir o índice para disputar outras maratonas internacionais.

Um dos grandes sonhos do paraibano é defender a bandeira brasileira nos Jogos de Tóquio, em 2020 e esta prova, segundo ele, é uma das melhores oportunidades.

Thalles pratica esportes desde os 9 anos e atualmente cursa Educação Física, com o intuito de ajudar outras pessoas a fazer parte do mundo esportivo.

A maratona entrou na sua vida em 2012, quando era jogador de handebol e virou um grande caso de amor. De lá até hoje foram mais de 30 corridas disputadas e diversos pódios. O maratonista de 26 anos contou que a sua corrida mais emocionante foi um desafio pessoal, onde correu até o distrito do Cajá, percorrendo 67km em 7h de prova.

O paraibano treina cerca de três horas diariamente em busca de conseguir na Argentina fazer a prova de 42 km em menos de 3h que dará ao atleta o índice para disputar outras grandes competições pelo mundo, como a maratona de Boston, Berlin e Nova Iorque.

Para ele a maior dificuldade para encarar o desafio no país dos hermanos será em relação à temperatura no momento da prova, que deve estar entre 13ºC.

A Maratona Internacional de Buenos Aires faz parte do card olímpico, o que é um grande passo para a disputa dos Jogos Olímpicos 2020, em Tóquio.

Thalles acredita que por ter iniciado nas corridas com 22 anos, será mais difícil disputar uma Olimpíada, mas afirma que treinará pesado para chegar lá.

"Como comecei tarde, sei que será muito difícil, mas o que eu busco hoje, com a maratona de Buenos Aires, é um caminho para conseguir um índice e participar de maratonas maiores, como a dos Jogos Olímpicos de 2020 e assim conseguir me destacar",  disse  o atleta Thalles Runnier.

A velha falta de recursos

Como acontece com a maioria dos atletas amadores, Thalles também encontra dificuldades para conseguir patrocinadores que o ajudem a custear viagens e despesas com treinos.

Para disputar a Maratona Internacional de Buenos Aires, o paraibano vai arcar com a maioria dos custos da viagem e espera que a partir de um bom resultado lá, possa encontrar mais portas abertas para ajudá-lo.

O atleta compartilhou que assim como os atletas profissionais, ele tem uma rotina de preparação para as corridas, mas que em contrapartida, não tem muito apoio financeiro.

“Estou indo para a Argentina por conta própria na maioria das despesas e o apoio de alguns empresários de Campina. É uma dificuldade grande fechar patrocínios aqui, principalmente no meio amador em que vivo. Não sou profissional, mas vivo como se fosse, tenho uma rotina regrada de treino de musculação, pilates, academia, além de conciliar com estudos e trabalho”, contou.

Esperança

Thalles espera obter um bom resultado, para que apareçam patrocinadores e o sonho de Tóquio-2020 possa continuar vivo.

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