terça, 11 de dezembro de 2018
Olimpíadas
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Correios assume logística e quer evitar prejuízos, como o ‘Caso Fabiana Murer’

Raniery Soares / 09 de junho de 2016
Foto: Ricardo Duarte/Cortesia

Organizar para que mais de 15 mil atletas e paratletas possam brigar por uma medalha não é nada fácil. Serviço antes feito por empresas privadas, os Correios serão a primeira empresa pública a ser responsável pela logística de uma edição dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Cenas tristes como a da brasileira Fabiana Murer, que em Pequim-2008 perdeu a briga pela medalha de ouro por causa do sumiço de uma das suas varas do salto em altura não serão repetidas. Pelo menos este é o discurso do vice-presidente dos Correios, José Furian Filho.



A lembrança foi feita esta semana, em uma sabatina realizada durante a quarta edição do Encontro Nacional de Editores, Colunistas e Blogueiros, no Rio de Janeiro.



“Logística é algo muito complicado. Quando dá certo, ninguém percebe, mas num erro como esse que aconteceu com a Fabiana, é outra história. Esta cena não se repetirá, nem com ela e nem com outro atleta que estiver no Rio de Janeiro. Muita gente não sabe, mas em 2007, a logística do Pan do Rio também foi feita por nós. Estamos prontos e tudo será um sucesso, sem dúvida”, comentou Furian.



Além dos equipamentos de cada atleta, os Correios também estão fazendo a logística para transportar itens como obstáculos para algumas modalidades, bolas, medalhas. O dirigente acredita que experiências como a do Pan 2007 e outras operações de entrega como Programa Nacional do Livro Didático, além do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) referenciam o órgão para desenvolver esta missão, dentro do maior evento esportivo do mundo.



Ao todo, já foram realizadas as logísticas de 21 eventos-teste desde o ano passado e segundo dados do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), o índice de satisfação foi 100%, sem nenhum erro.



Erro logístico ‘jogou fora’ o ouro de Murer em 2008



A brasileira Fabiana Murer teve a sua briga pela medalha de ouro nos Jogos de Pequim-2008 prejudicada por algo, no mínimo, desorganizado. Uma das suas varas (para o salto de 4,55m) sumiu do local de competições e com isso, a atleta precisou saltar com um outro objeto, mas inadequado para o momento.



Ela foi direto para o salto de 4,65m, mas falhou nas três tentativas. “Eles atrapalharam minha competição. A revolta é com a organização, pois foi uma desorganização. É um absurdo perder um equipamento numa prova dessas. Nunca mais volto à China”, disse, à época.

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