quinta, 13 de dezembro de 2018
Esportes
Compartilhar:

Mais três entram em lista de denunciados por corrupção no futebol

Raniery Soares / 06 de outubro de 2018
Não demorou muito para o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) denunciar mais nomes que supostamente integraram o esquema que manipulou resultados dos jogos do Campeonato Paraibano deste ano. Além dos 17 que foram divulgados pela reportagem publicada no CORREIO de ontem, a assessoria do STJD confirmou que o presidente afastado do Campinense, William Simões, o massagista Danilo ‘Corisco’ e o árbitro alagoano Francisco Carlos do Nascimento (Chicão) também estão denunciados.

Segundo a assessoria, os três apareceram em uma lista separada, pois fazem parte de outro processo que corre em paralelo ao que reúne o grupo formado por 17 nomes.

O julgamento dos agora 20 denunciados está marcado para a próxima terça-feira, às 10h30, no Rio de Janeiro. O órgão também adiantou que novos nomes podem ser inseridos, mas que não serão julgados nesta primeira ação, que tramita na 2ª Comissão Disciplinar do STJD.

Todos os denunciados responderão aos artigos que tratam de corrupção e manipulação de resultados previstos no Código Brasileiro de Justiça Desportiva e Código Disciplinar da FIFA. As penas variam de suspensão, multa em dinheiro (que se somados todos os artigos pode chegar a quase R$ 1 milhão), além de banimento do futebol, podendo ser vitalício.

Afastado do comando do Campinense, William Simões é denunciado “por ter vínculo com a Organização Criminosa dada, manipulando resultados por meio de fraudes nos ‘sorteios’ dos árbitros”.

Danilo Ramos da Silva, conhecido como Danilo Corisco, é apontado como “responsável por colaborar na operacionalização da fraude e manipulação de resultados. Orientado pelo William Simões, contribuiu ativamente no processo de corrupção do Árbitro Chicão”.

Já Francisco Carlos do Nascimento, o Chicão, teria sido “escalado para a partida Botafogo e Campinense, no dia 05 de abril de 2018, em Campina Grande, e sobre a qual restou flagrada a intensa atuação da ‘organização criminosa” objetivando a manipulação do resultado”.

Sem êxito. O CORREIO tentou contato por telefone com os três citados, mas as ligações não chegaram nem a ser concluídas.

Relacionadas