domingo, 16 de maio de 2021

Lutas
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Inspirado na história ‘Davi contra Golias’, lutador paraibano é destaque no jiu-jitsu

Geovanna Teixeira / 06 de novembro de 2016
Foto: Antonio Ronaldo
O lutador Júnior Guimarães é um dos grandes destaques do jiu-jitsu na Paraíba e se inspira na história de Davi e Golias, todas as vezes que vai encarar um novo adversário. Apesar de ter menos de dois anos dedicados à luta, o jovem atleta de 23 anos, que vive na cidade de Lagoa Seca, no Agreste paraibano, vem conseguindo destaque no cenário nacional e internacional do jiu-jitsu, trazendo na bagagem títulos de grande expressão para o estado.

Muitos lutadores se espelham em outros atletas já consagrados para um dia também chegar ao topo do pódio, mas Júnior faz diferente.

Na hora de encarar seus adversários, o jovem lutador se inspira no clássico bíblico onde Davi vence o gigante Golias. O atleta tem peso para disputar a categoria ‘pena’, mas prefere competir com adversários bem maiores nas categorias ‘meio peso’ e até na ‘pesado’, o que tem feito com que o atleta venha acumulando um retrospecto positivo, apesar da diferença de peso chegar a 20kg, em alguns casos.

“Sou bem religioso. Quando entro no tatame e vejo o adversário, logo me lembro dessa história de Davi e Golias, por isso sempre me sinto mais forte”, contou.

Apesar do seu pai e irmão serem os donos da academia de jiu-jitsu onde treina, Júnior contou que apenas há dois anos apenas, teve interesse em praticar a modalidade e afirma que tudo começou como uma simples diversão. “Eu comecei a treinar por lazer e só a partir da minha primeira competição, que foi um Campeonato Paraibano, eu fui campeão e aí passei a encarar o jiu-jitsu como profissão” disse.

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Neste ano, o lutador se sagrou campeão nas oito competições que participou, entre elas o Campeonato Paraibano, Campeonato Pan-Americano disputado na Argentina e ainda um Campeonato Internacional, que aconteceu no mês de setembro, em São Paulo.

Como resultados de tantas vitórias, Júnior conseguiu índice para em janeiro representar a Paraíba, em um torneio mundial que acontecerá em Portugal. Mesmo com pouco tempo de carreira, o atleta se orgulha dos resultados que já conseguiu e afirma que os títulos já conquistados estavam nos seus planos somente para daqui a três anos.

Embora tenha um bom rendimento no jiu-jitsu, Júnior ainda não consegue sobreviver totalmente do esporte e esbarra no mesmo obstáculo que a maioria dos atletas amadores precisa encarar: a falta de apoio. Para poder custear parte das despesas das competições, o lutador trabalha como motorista das 5h às 19h e ainda, no fim do dia treina cerca de 4h diariamente.

Júnior conta que para participar de campeonatos também faz rifas e sempre procura o empresariado local em busca de patrocínios, mas nem sempre o dinheiro é suficiente. “Eu quase não conseguia participar do Campeonato em São Paulo, pois não tinha as passagens. Recebi uma doação faltando poucos dias para viajar”, disse.

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