quinta, 21 de março de 2019
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Juíza afasta diretores do Botafogo e presidente do Campinense

Raniery Soares / 12 de setembro de 2018
Foto: CORREIO Imagem
A 4ª Vara Criminal de João Pessoa acolheu a denúncia do Ministério Público da Paraíba e determinou o afastamento dos presidentes do Botafogo e Campinense, José Freire da Costa, o Zezinho, e William Simões, respectivamente. Além deles, os dirigentes do Belo Guilherme Carvalho, o Novinho (vice-presidente), Francisco Sales (diretor de futebol) e Alexandre Cavalcanti (vice-presidente jurídico). A decisão, da juíza Andréa Carla Mendes Nunes Galdino, vem após seis dias após o Ministério Público ter denunciado os dirigentes.

Este é o segundo ato da justiça paraibana após quase seis meses da deflagração da Operação Cartola, que desarticulou um suposto esquema de manipulação de resultados dos jogos do Campeonato Paraibano deste ano. Na denúncia do Ministério Público, os dirigentes estão sendo enquadrados no crime de organização criminosa e a pena pode ser a prisão de três a oito anos e pagamento de multa.

Na decisão, a magistrada pediu a saída imediata dos acusados dos cargos que hoje ocupam nas entidades e agora eles passarão a cumprir medidas cautelares, a exemplo de entrega de passaportes e recolhimento domiciliar entre às 21h e 5h, com exceção dos que trabalhem nesse horário.

Ainda foram mais uma vez enquadrados como réus o vice-presidente de futebol do Botafogo, Breno Morais, o ex-presidente da Comissão Estadual de Arbitragem, José Renato Soares e o árbitro Tarcísio José. Estes já haviam sido denunciados desde junho e já cumprem as medidas cautelares impostas pela justiça. O empresário alagoano Alex Fabiano dos Santos também foi denunciado.

A justificativa para o afastamento coloca que é uma “atitude necessária, diante da possibilidade destes persistirem em práticas atentatórias às entidades desportivas da Paraíba e ao futebol paraibano”.

A juíza não acolheu o pedido de prisão preventiva formulado pela Polícia Civil, mas segundo ela, “há fortes indícios de que os denunciados, valendo-se das funções que exerciam e exercem praticaram condutas fraudulentas com o fito de obterem vantagem econômica, bem como manipulação de resultados de jogos”.

Em relação aos dirigentes do Botafogo, a decisão cita que eles possuem envolvimento direto com a fraude na súmula da partida entre Botafogo x CSP e um boletim de ocorrência para atenuar possível punição.

O vice-presidente jurídico Alexandre Cavalcanti disse que agora terá como se defender neste caso. Segundo ele, esta decisão está sendo um equívoco, já que especificamente no caso do advogado, ele estava apenas exercendo a sua profissão, orientando a fazer o que o Código Brasileiro de Justiça Desportiva determina.

O CORREIO tentou contato com a advogada do Botafogo, Herleide Herculano, mas as ligações não foram atendidas. O Campinense, através da sua assessoria de comunicação, não deixou claro se o departamento jurídico do time vai se pronunciar sobre o caso.

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