sexta, 22 de janeiro de 2021

Botafogo
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Dirigente do Botafogo-PB diz que clube não deve à previdência desde 2007

Fábio Cardoso / 19 de abril de 2017
Foto: Assuero Lima
O secretário do Conselho Deliberativo do Botafogo da Paraíba, Raimundo Nóbrega,afirmou, nesta terça-feira (18), que o clube não está inadimplente com a Previdência Social, conforme informou o órgão ao Correio da Paraíba, por meio da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

A reportagem divulgada nesta terça-feira, informou que, de acordo com a PGFN, os clubes juntos acumulam débito ativo com a Previdência de quase R$ 800 milhões, e que três clubes paraibanos teriam uma dívida de R$ 8,4 milhões - Botafogo R$ 1,8 milhão; Treze R$ 3,5 milhões e Campinense - o maior devedor - R$ 3,9 milhões.

Raimundo Nóbrega informou que o Botafogo devia à Previdência até outubro de 2007, “além de um outro débito de FGTS e da Procuradoria da Fazenda Nacional, que totalizava R$ 1,8 milhão”, disse o dirigente.

Segundo ele, o Governo Federal criou a Lei Timemania para buscar meios para os clubes sanarem seus débitos sem sacrificar a receita. Com o Timemania, a maioria dos clubes começou então a quitar suas dívidas com a União (Receita Previdenciária, Receita Não Previdenciária, Procuradoria da Fazenda Nacional e FGTS), entre eles, o Botafogo.

"O Botafogo aderiu à Timemania em outubro de 2007, parcelou esse débito, e, a partir de então, pagava todas as mensalidades contratadas. Em 2014 o clube finalmente conseguiu quitar todo esse débito e, como previa a Lei, os recursos da Timemania passaram a entrar nos cofres do clube com livre movimentação", disse Raimundo Nóbrega.

Lentidão do órgão 

Para confirmar as informações, Raimundo Nóbrega enfatizou que o Botafogo tem Certidões Negativas do Município, Estadual e Federal (a Certidão Conjunta e o de FGTS). “Acontece que a Previdência ainda não consolidou esse parcelamento da Timemania, uma vez que pouquíssimos clubes no Brasil conseguiram liquidar o débito e, por isso, não foi ainda concluído um sistema de programação para tal”, apontou o dirigente.

Por conta disso, esclareceu, “a Procuradoria ainda tem esses débitos inscritos à espera de tal consolidação. Mas tudo já foi pago. É tanto que as CNDs são emitidas. Nosso débito é zero.”

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