sexta, 26 de fevereiro de 2021

Botafogo
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Chico Matemático volta à Maravilha e relembra momentos pelo Belo

Allan Hebert / 27 de agosto de 2017
Foto: RAFAEL PASSOS
Ao longo dos seus mais de 85 anos de história, centenas de jogadores tiveram a honra de vestir a camisa do Botafogo da Paraíba. Mas, poucos deles, deixaram sua marca na galeria do clube como o atacante Chico Matemático. O jogador atuou pelo Belo entre 1969 e 1975 e se tornou um dos maiores nomes do Alvinegro da Estrela Vermelha, com títulos e muitos gols no currículo.

Na sua jornada pelo Belo, Chico Matemático conquistou vários títulos, os principais foram os títulos estaduais de 1969, 1970 e 1975. Além disso, é até hoje o maior artilheiro da história do clube, com 107 bolas na rede. Mesmo depois de tanto tempo parado, o antigo goleador se diz feliz com o reconhecimento que recebe até os dias de hoje.

“Tudo isso é fruto de um bom trabalho realizado no clube. Eu era um jogador que gostava muito treinar, apesar de conciliar o futebol com os estudos, treinava muito até mesmo depois das atividades e o resultado disso acontecia nos jogos. Com isso, os gols saiam e os títulos também. Daí vem todo esse reconhecimento pelo que fiz ao Botafogo”, contou Chico.

Como antigamente os atletas não ganhavam muito dinheiro com o futebol, Chico era considerado um jogador diferenciado e inteligente, já conciliava os treinos e jogos com os estudos. Tanto que, mesmo com dificuldades impostas pela jornada dupla, se formou no curso de Engenharia Civil pela UFPB. Foi daí que surgiu o apelido “Matemático”, como explica melhor ex-jogador:

“O apelido veio do saudoso cronista esportivo Ivan Thomaz. Ele sempre gostou de colocar apelido nos jogadores e me achava um dos mais inteligentes do futebol paraibano. Aí coincidiu que na época eu passei no vestibular de engenharia e ele casou uma coisa com a outra”, revelou.

Aos 69 anos de idade, o ex-jogador profissional ainda se mantém em atividade em peladas e também atua pelo time máster do Botafogo, que disputa jogos festivos. Em outubro, Chico Matemático já tem um compromisso marcado. Ele e outros atletas que fizeram história no clube pessoense vão até Goiânia-GO enfrentar um selecionado local.

Presença no jogo em que Pelé teria feito o gol 1.000

Entre os momentos mais marcantes de sua carreira, Chico Matemático teve o prazer de estar em campo no jogo em que Pelé teria marcado o milésimo gol.

A partida em questão foi o amistoso festivo entre Botafogo e Santos, disputada no dia 14 de novembro de 1969, que marcou a inauguração do Estádio José Américo de Almeida Filho, no antigo Dede, em João Pessoa.

Nas contas oficiais de Pelé, o gol de pênalti marcado aqui foi o de número 999. No entanto, após um levantamento completo dos tentos do Rei de Futebol, um tento marcado por ele pelo time das Forças Armadas, em 1959, não teria sido computado. Assim, o gol anotado em João Pessoa teria sido o milésimo.

Porém, na história, o gol mil foi marcado cinco dias depois do amistoso na Capital paraibana, no jogo entre Vasco e Santos, no Maracanã.

"Foi um jogo muito emocionante, enfrentar Pelé, um grande ícone do futebol mundial. Foi um jogo que ficou marcado para sempre na nossa memória. Ele marcou um gol e depois foi para o gol defender. Há quem diga que fizeram umas contas erradas e o milésimo gol dele teria acontecido aqui. Tomara que tenha sido aqui mesmo, porque assim estaria na história dos mil gols de Pelé", lembrou.

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