sábado, 15 de junho de 2019
Futebol
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STJD arquiva processos que pediam rebaixamento de Botafogo-PB e Campinense

Gabriel Botto / 08 de fevereiro de 2019
Foto: Daniela Pinho/STJD
O Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), em julgamento realizado na manhã de ontem, decidiu não reconhecer os processos impetrados pelo Auto Esporte e pela Desportiva Guarabira, que pediam a anulação do Campeonato Paraibano de 2018, além do rebaixamento do Botafogo-PB e Campinense.

Os auditores analisaram que os clubes não cumpriram os prazos processuais para entrarem na Justiça Desportiva, no caso que envolve as supostas manipulações de resultado e dos sorteios das escalas de arbitragem do certame estadual do ano passado, que vieram à tona depois que foi desencadeada a Operação Cartola, um dia após a final do torneio, disputada entre as duas equipes processadas.

Por quatro votos a três, o Pleno do STJD arquivou os dois processos, e ainda pode enquadrar Auto Esporte e Desportiva Guarabira no Artigo 231 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê punições para aqueles clubes que não aguardarem o esgotamento das esferas desportivas para ingressarem com ações na justiça comum.

“Foi determinado o julgamento em conjunto dos processos. Por maioria de votos, os dois processos foram recebidos como Medida Inominada e não conhecida face a sua intempestividade, divergindo a relatora, o auditor Otávio Noronha e o Presidente que conheciam ambas as medidas, mantendo a decisão do Vice-Presidente do TJD/PB por não haver elementos que justifiquem o pedido”, diz decisão do STJD.

Alvirrubro. O presidente do Auto Esporte, Helamã Nascimento, comentou a decisão do STJD e informou que o alvirrubro da Capital vai voltar o foco para outras pautas importantes do próprio clube, como projetos sociais e o futebol feminino.

Sobre o julgamento em si, o dirigente lamentou a decisão, afirmando que “os verdadeiros beneficiados (os clubes) não foram punidos, vejo como um estimulo a corrupção. O que vem acontecendo no futebol Paraibano é um reflexo da corrupção em nosso país, do outro lado a justiça desportiva provou sua ineficiência”, completou.

Helamã Nascimento ainda citou que não existe alguma definição para levar o caso jurídico para frente, só após a próxima reunião com os demais diretores do Auto Esporte.

"Esse nunca foi o meu foco, o clube tem muitas atividades, projetos sociais, categorias de base, escolinha. Farei o possível para o futebol feminino, relançamento de plano de sócios, reestruturação do Mangabeirão para mandar jogos oficiais em casa, pauta para trabalho não falta", disse Helamã Nascimento.

 

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