quarta, 12 de maio de 2021

Futebol
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Seu Josias e Alisson: Futebol e amor que vão de pai para filho

Lídice Pegado / 12 de agosto de 2018
Foto: Antônio Ronaldo
Amor pelo futebol é igual ao de pai para filho: nunca morre. Há 39 anos, ‘Seu’ Josias Albino fundou, junto com mais 12 colegas, a Associação Turmalina, que tem como objetivo reunir pessoas para bater aquela velha bolinha nos chamados rachas, atividade tradicional na cidade de Campina Grande.

Atualmente, aos 79 anos, ele é sócio benemérito e ainda joga algumas partidas, com o orgulho de ser o único fundador ativo. Seu filho Alisson, de 34, o acompanha desde os oito anos. Começou como gandula pela pouca idade e aos poucos foi se envolvendo até chegar a fazer parte da equipe principal.

O carinho pelo futebol amador jogado todos os domingos é o que une ainda mais pais e filhos sócios da Turmalina. Para Alisson, que é casado há pouco tempo e sente falta de estar mais próximo ao pai, esse é o momento que os aproxima, que os distrai e que mantêm os laços de paternidade mais fortes entre eles.

“Casei há pouco tempo e o momento que temos juntos é nesse dia de domingo. Passamos a semana afastados, eu trabalho e ele também e no domingo a gente joga bola, conversa. Considero o momento de mais proximidade entre eu e ele”, comentou Alisson.

Seu Josias jogou como profissional até os 22 anos pelo Santos de Tereré, chegando a disputar edições do Campeonato Paraibano enfrentando Campinense e Treze na década de 1960.

Alisson, por sua vez, desde cedo foi apenas atleta ativo na escola, seja em jogos internos ou escolares, mas sempre encarando o esporte como uma brincadeira, sem nunca ter pensado em copiar o pai para se tornar profissional.

Localizado há cerca de 25 quilômetros de Campina Grande, o Campo do Uberaba que fica localizado no povoado Malhada Grande, na zona rural de Queimadas, sedia o racha que ainda reúne pelo menos 30 associados.

Além deles, outros exemplos de um amor passado de geração por geração escrevem a história da Turmalina. Eric Spencer tem 31 anos e foi levado ainda criança para o racha pelo pai, Boanerges, que freqüenta o mesmo há pelo menos 27 anos. Ele também tem filhos e sempre faz questão de levá-los para compartilharem esses momentos de comunhão.

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