terça, 13 de novembro de 2018
Futebol
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Série D se transforma em calvário na história do Campinense

Allan Hebert / 12 de julho de 2018
Foto: João da Paz / Divulgação
Figurinha carimbada nas últimas edições da Série D do Campeonato Brasileiro, competição criada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em 2019, o Campinense vem vivendo um verdadeiro calvário no torneio. Equipe paraibana com o maior número de participações – ao todo foram seis –, ano a ano o rubro-negro vem acumulando decepções. A última foi na segunda-feira, quando o time de Campina Grande perdeu para o Ferroviário-CE nos pênaltis, em pleno Amigão, e viu o rival conquistar o acesso à Série C do ano que vem.

A história do Campinense na Quarta Divisão começou na temporada de 2012. O time entrou na competição confiante após o título do Campeonato Paraibano, mas a equipe comandada por Freitas Nascimento ficou pelo caminho. O rubro-negro terminou a primeira fase na segunda colocação, passou pelo CSA-AL nas oitavas, mas acabou eliminado pelo Baraúnas-RN, no jogo que valia o acesso.

A segunda participação foi em 2014. Novamente sob o comando de Freitas Nascimento, a Raposa teve uma campanha pífia. Num grupo com Baraúnas, Central-PE, Coruripe-AL e Jacuipense-BA, a equipe somou apenas nove pontos em oito jogos e acabou eliminada ainda na primeira fase, naquela que é até hoje a sua pior participação no campeonato.

2015 chegou e o time de Campina Grande já teve uma campanha melhor. Treinado por Francisco Diá, o Campinense fez uma boa primeira fase e terminou na liderança de sua chave, passando ao mata-mata com moral. No entanto, o sonho do acesso foi desfeito logo na segunda fase. O rubro-negro encarou o Operário-PR, até então comandado por Itamar Schülle, e acabou derrotado nos pênaltis, em jogo de volta disputado no Amigão.

O Campinense voltou ao torneio na temporada seguinte e, mais uma vez, não conseguiu ascender de divisão. A Raposa terminou a fase de grupos novamente na liderança, passou pelo Globo-RN no primeiro mata-mata, mas novamente foi eliminado nas oitavas de final, outra vez nos pênaltis, agora diante do Itabaiana-SE.

Em 2017, o rubro-negro não teve vida fácil na fase de grupos, mas acabou se classificando. O rival no mata-mata foi o Fluminense de Feira-BA, que esteve na mesma chave na fase classificatória. As equipes empataram os dois jogos (0 a 0 e 1 a 1), mas o time da Paraíba foi eliminado pelo gol sofrido na partida disputada do Amigão, para a tristeza dos raposeiros.

As outras eliminações foram traumáticas, mas talvez a de 2018 tenha sido a mais sofrida para o torcedor. Após uma primeira fase praticamente perfeita, com cinco vitórias e um empate, o Campinense chegou com muita moral ao mata-mata. O time de Ruy Scarpino teve dificuldade, mas passou por Itabaiana e Brasiliense-DF nos pênaltis. No entanto, foi eliminado da mesma forma, diante do Ferroviário. Será que em 2019 o final será diferente?

Rivais se dão bem

Ao contrário do Campinense, Botafogo e Treze já tiveram finais felizes na competição nacional. O Belo, na única vez em que disputou o torneio, na temporada de 2013, não só conseguiu o acesso, como foi além e acabou com o título da Série D, feito até hoje não igualado.

O Treze, por sua vez, conquistou o acesso nesta temporada e agora vai em busca do título. No próximo domingo, o Galo visita o Imperatriz-MA, no primeiro jogo da semifinal da Série D.

Por falar no Galo, o clube acumula outro acesso, mas de forma indireta. Na edição de 2011 da Quarta Divisão, o time da Campina Grande acabou na quinta colocação, mas ganhou na Justiça Comum o direito de disputar a Série C no ano seguinte. A disputa judicial foi longa e chegou até a adiar o início das duas últimas divisões do futebol nacional.

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