sexta, 26 de fevereiro de 2021

Série C
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Após um ano e seis meses, ídolo do Botafogo-PB reencontra ex-clube

Amauri Aquino / 27 de agosto de 2017
Foto: Divulgação
Genivaldo até se surpreende quando percebe que, após um ano e seis meses, será neste domingo (27), às 16h, no Estádio Almeidão, irá reencontrar o clube que o consagrou e mudou a trajetória de sua carreira no futebol. Antes de chegar ao Botafogo-PB em 2010, o catarinense de Urussanga, até então desconhecido do torcedor alvinegro, não tinha idéia que ia cair na graças da torcida e se tornar um dos maiores ídolos da história do Belo.

Um goleiro experiente, com 36 anos, e com passagens por diversos clubes, vive hoje um dos seus melhores momentos da carreira de quase duas décadas. Jogando a Série C do Campeonato Brasileiro pelo Confiança, tradicional equipe de Sergipe, lembra com orgulho dos quase sete anos defendendo a camisa do clube da Maravilha do Contorno.

“Eu tive uma história bonita dentro do clube. Tenho respeito e carinho principalmente pelo seu torcedor por tudo que eu conquistei na minha vida, porque tudo que eu tenho o Botafogo  e a torcida fizeram parte.”

No Botafogo-PB Genivaldo fez mais do que isso. Foram 210 partidas oficiais em que o goleiro protegeu as metas do time da estrela vermelha. Sempre apoiado pelo torcedor, o “Paredão”, apelido carinhoso recebido da torcida, foi quatro vezes campeão. Em 2010 venceu a Copa Paraíba, e em 2013 e 2014, foi bicampeão paraibano. O maior título de sua trajetória no Belo foi o de campeão brasileiro da Série D, em 2013.

Com a intenção de jogar até os 40, o arqueiro está emprestado ao Confiança pelo Itabaiana. Ele comemora a boa fase  e tem a intenção em fazer história também no futebol sergipano. “Fazia tempo que eu não passava por um momento tão bom. Fui o goleiro menos vazado do estadual e o melhor da competição. Estou com um projeto que se tudo der certo, eu quero jogar por mais três  ou quatro anos. Ainda tenho contrato de quase dois anos com o Itabaiana e tenho certeza que se eu estiver bem, vou jogar em alto nível”.

O gramado do Almeidão Genivaldo conhece bem. No reencontro com o estádio que o consagrou durante sua passagem pelo time pessoense ele lembra bem da força das arquibancadas.

“Enfrentar o Botafogo dentro de João Pessoa é difícil. A torcida faz pressão no time da casa tanto quanto no adversário, mas já sou mais tranqüilo e posso dividir bem essa situação. Espero ter o sucesso que eu sempre tive jogando em João Pessoa, e é só manter a organização tática para que possamos ter o resultado positivo”.

Similar também é o momento vivido pelas duas equipes que ainda brigam para permaneceram na terceira divisão. O Confiança está na nona posição do Grupo A  e assim como o Botafogo-PB precisa vencer para tentar sair da zona de rebaixamento.

“A vitória sobe o CSA na última partida deu um gás a mais para equipe, já que estava faltando essa motivação para levantar o astral da rapaziada. Sei que é um confronto direto e vou fazer de tudo para sairmos dessa zona. Então é trabalhar e a nossa prioridade é pontuar hoje”, comentou.

A missão de evitar gols, contudo, não será apenas de Genivaldo. Com 23 gols tomados a defesa do Confiança é uma das piores do campeonato.

A primeira e única partida de Genivaldo contra o Botafogo-PB foi em fevereiro de 2016, pela sexta rodada do Campeonato Paraibano. À época, o atleta defendia as cores do Paraíba, equipe de Cajazeiras. Na ocasião o Belo venceu pelo placar de 3 a 0.

MOMENTO DA CARREIRA

O goleiro segue trabalho e relembra os motivos para o sucesso dessa atual fase. Para ele se manter bem neste nível é tudo fruto de muito esforço, principalmente antes da pré-temporada.

“Para o biênio 2016, 2017, eu comecei a trabalhar desde novembro. Eu tenho um amigo em João Pessoa, o Rommel, que é fisioterapeuta e que me ajudou muito na fase do preventivo. Com isso fiz um estadual muito bom e uma Copa do Nordeste regular. Mas tudo isso é fruto da preparação que eu tive para fazer um ano bom, devo a isso que as coisas estão acontecendo”, explicou.

Se cobrando a cada treino para ser manter em alto nível, Genivaldo fala da recepção que teve quando chegou ao time Proletário. “Eu fui muito bem recebido e já tinha jogado contra times sergipanos. Isso tudo é reflexo de um trabalho que deixei na mente das pessoas”.

Genivaldo também exaltou o grupo treinador por Aílton Silva, que comandou o Campinense no início da campanha do time raposeiro na Série D. “Ele é um cara que já me conhece do Itabaiana, e aqui é um grupo muito bom. A gente gosta um do outro, e é uma pena estarmos nessa situação”, finalizou.

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