quinta, 06 de maio de 2021

Futebol
Compartilhar:

Presidente afastado da FPF segue longe da entidade por um ano e meio

Gabriel Botto / 23 de agosto de 2018
Foto: Raniery Soares
Posse de Nosman na FPF - Raniery Soares 3
O presidente afastado da Federação Paraibano de Futebol (FPF), Nosman Barreiro, foi condenado ontem pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e ficará longe das atividades desportivas por 540 dias (1 ano e seis meses). A decisão, proferida por unanimidade dos votos da Segunda Comissão Disciplinar, cabe recurso.

O julgamento foi referente a um atrito no momento em que o auditor do STJD, Antônio Vanderler de Lima, chegou à Paraíba para iniciar o processo de intervenção e foi impedido de entrar pelo advogado de Nosman, Benedito Vasconcelos (Bené), que também foi condenado no mesmo processo.

Na ocasião, Nosman já tinha sido afastado e nomeou Bené como presidente da FPF. Quando o interventor do STJD chegou à Federação, foi impedido por Bené, que disse que João Bosco não entraria no órgão, não teria acesso a nenhum documento e nem contato com nenhum funcionário. Com isso, João Bosco Luz denunciou Nosman e Bené ao STJD.

Bené foi condenado à suspensão de 360 dias aplicada no artigo 223 do CBJD (deixar de cumprir ou retardar o cumprimento de decisão, resolução, transação disciplinar desportiva ou determinação da justiça desportiva), além de multa de R$ 80 mil e suspensão de 60 dias, no artigo 243 C (ameaçar alguém por palavra, escrito, gestos ou por qualquer outro meio à causar-lhe mal injusto ou grave).

Já Nosman também foi enquadrado no artigo 223 com a mesma suspensão de 360 dias, e no artigo 228 (exercer cargo, função ou atividade na modalidade desportiva durante o período em que estiver suspenso por decisão da justiça desportiva), com uma suspensão de 180 dias.

Responsável pela denúncia, a subprocuradora-geral Júlia Gelli sustentou o pedido de condenação dos denunciados. “Não posso deixar de chamar a atenção por ficar perplexa com a capacidade dos denunciados em afrontar esse Tribunal com total desrespeito a entidade.

O advogado Marcelo Santiago defendeu os denunciados. “O doutor Vanderler entrou de forma abrupta com a secretária do ex-presidente Amadeu e isso causou uma revolta não só nos funcionários. O doutor Benedito pediu a identificação e o mesmo que não apresentou. São dois gênios difíceis e houve um embate entre eles. Benedito fez o que é do seu trabalho, defender a instituição”, relatou.

Relacionadas