quarta, 17 de julho de 2019
Futebol
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Paraibanos participam de discussões sobre a implantação do árbitro de vídeo no futebol

Marques de Souza / 23 de outubro de 2017
Foto: Acervo Pessoal
Em estudos desde 2016, o árbitro de vídeo no futebol é uma das grandes expectativas para a Copa do Mundo de 2018. No Brasil, esse debate é atual. No final de setembro, a CBF acenou como positivo para que o recurso fosse utilizado o mais rápido possível nas competições nacionais. Na Paraíba, a Comissão Estadual de Arbitragem apoiou a decisão da Confederação, mas ressaltou os cuidados necessários na execução do novo sistema.

“Eu sou totalmente a favor. Na realidade, somos a favor de tudo aquilo que venha diminuir os erros da arbitragem na Paraíba, no Brasil e no mundo. Tudo está evoluindo muito. Mas é preciso saber como isso será feito”, afirmou José Renato Soares, ex-árbitro da CBF e presidente da Comissão Estadual de Arbitragem. Na visão da arbitragem paraibana, a preocupação é em relação à forma como o sistema de vídeo será implementado.

Enquanto no vôlei, o capitão da equipe ou alguém do banco pode solicitar as imagens, no tênis é o próprio atleta quem faz a avaliação no vídeo. No futebol, isso ainda gera discussões. “Essa é uma grande questão. No futebol, caso seja o árbitro quem precise pedir, coloca em cheque as próprias decisões dele. Ele vai se sentir na dúvida. Isso tem que estar muito bem trabalhado para que a gente não demore sete ou oito minutos para decidir uma coisa que, no vôlei, dura 15 segundos”, analisou.

Sobre uma possível chegada do formato de vídeo às competições na Paraíba, o presidente José Renato destacou os custos que a CBF irá ter para a aplicação e manutenção nos estados. “É uma coisa que ainda não sabemos quando pode ser feito. A nível de Brasil já está sendo complicado, imagina nos estados. Você lembra do chip na bola? Só foi na copa, mas o projeto era para todo o campeonato brasileiro. O custo era alto e não foi possível”, concluiu.

Paraibanos na CBF

Na preparação para colocar o projeto em prática, a entidade máxima do futebol realizou um curso de capacitação em Água de Lindóia/SP. Os árbitros paraibanos Pablo Alves e Oberto Santos estiveram presentes. De acordo com os profissionais, a vídeo-arbitragem pode ajudar em questões estratégicas como marcações de pênalti, gol de mão, falta dentro da área e cartões.

“É uma coisa que veio para ficar. Hoje em dia, são milhares de câmeras que podem ajudar. O árbitro de vídeo veio para solucionar problemas. A aplicação desse recurso na Paraíba depende muito da estrutura que a FPF terá. É algo para ser visto”, comentou Oberto Santos.

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