terça, 19 de janeiro de 2021

Futebol
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Nacional de Patos: Da glória ao recomeço

Raniery Soares / 07 de maio de 2017
Foto: FOTOS: ANTONIO RONALDO
O que você estava fazendo há dez anos atrás? Para o Nacional de Patos responder este questionamento é muito simples, afinal o time alviverde estava erguendo pela primeira vez em sua história, um troféu de campeão paraibano. Hoje e no próximo domingo, o Correio vai relembrar maior conquista do Canário do Sertão, como também mostrará a situação do clube na atualidade. Nesta primeira parte, o triunfo de 13 de maio de 2007 é o que será relembrado.

Era uma tarde ensolarada de domingo, bem daquelas que quem já teve a oportunidade de passar pela Capital do Sertão conhece. Os torcedores do Verdão Maravilha lotavam o José Cavalcanti, que no gramado pisariam Nacional e Atlético de Cajazeiras. No meio de semana, o Verdão Maravilha havia perdido o primeiro jogo da final por 2 a 1, no Perpetão, o que lhe obrigava a reverter este panorama.

O jogo era quente desde o primeiro minuto, não só pela temperatura peculiar de Patos, mas pelo troféu que estava em jogo. O primeiro gol veio através de Wescley (in memorian), aos 46 minutos do 1º tempo, levando o Naça para o intervalo com bons motivos para lutar pela vitória.

Na volta ao gramado, a postura cobrada pelo técnico Jorge Luís já era outra totalmente diferente. Tanto que logo aos seis minutos, Ribinha marcou o segundo. A torcida já gritava é campeão, mas o Verdão Maravilha ainda não se dava por satisfeito. Tanto que o atacante Lamar, aos 31 minutos, marcou um golaço que rendeu até placa no Estádio José Cavalcanti.

"Fico arrepiado quando lembro desse momento. Esse gol foi o mais bonito que eu marquei em toda a minha carreira. Nós sofríamos uma pressão muito grande, pois o Nacional já vinha batendo na trave com esse título e não podíamos decepcionar a torcida. Com certeza viveria tudo novamente, cada minuto e cada detalhe", conta Lamar, hoje secretário de esportes da cidade do Crato (CE).

"Toda a cidade sonhou conosco"

Assim como o atacante Lamar, autor do gol que por muito pouco não 'derrubou' o José Cavalcanti, por causa da enloquecida comemoração da torcida, o goleiro Danilo é outro grande personagem desta bonita história.

Titular em todos os jogos, ele lembra que toda a cidade sonhou e lutou junto com os jogadores pela conquista do título.

"A cidade inteira se envolveu muito com o clube. Muitas coisas me marcam daquele ano, mas a que eu lembro bem até hoje é que o estádio sempre estava lotado e o nosso percurso até chegar ao local do jogo era sempre com grandes caravanas. O torcedor queria ir de bicicleta, moto, carro e alguns até pediam carona no nosso ônibus, tudo pelo desejo de viver todos os instantes daquela campanha vitoriosa conosco", lembra.

Diferente de muitos campeões com o Naça, Danilo ainda segue jogando futebol. No início deste ano, ele esteve defendendo o Auto Esporte durante o Campeonato Paraibano.

Além do título com o Verdão Maravilha, Danilo foi campeão com o Campinense (2004) e Sousa (2009), mas ele revelou uma paixão especial pela conquista de 2007.

"Foi algo muito importante e marcante na minha carreira, pois foi o primeiro título do clube. Pode passar 50 goleiros, mas meu nome sempre estará escrito", disse.

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