quarta, 26 de junho de 2019
Futebol
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Na primeira audiência da ‘Operação Cartola’ testemunhas são ouvidas

Gabriel Botto / 17 de maio de 2019
Foto: Nalva Figueiredo
Ocorreu, na tarde dessa quinta-feira (16), a primeira audiência referente à Operação Cartola, desencadeada pela Polícia Civil e Ministério Público da Paraíba, que trouxe à tona uma suposta organização criminosa, acusada de manipular resultados do Campeonato Paraibano do ano passado. Na ocasião, foram ouvidas quatro testemunhas de acusação e um declarante, que responderam questionamentos tanto do representante do MPPB, como também dos advogados de defesa dos 17 réus da operação. Uma nova audiência foi confirmada para o dia 10 de junho, às 14h, onde as 30 testemunhas de defesa serão ouvidas.

A audiência aconteceu no Plenário do Fórum Criminal de João Pessoa. Das doze testemunhas que iriam falar, apenas quatro foram ouvidas, o ex-vice-presidente da Federação Paraibana de Futebol (FPF) Nosman Barreiro, o ex-assistente de arbitragem Dguerro Xavier, o ex-árbitro Roberto Lima e o ex-assistente Oberto Santos. Além das testemunhas, o ex-assistente de arbitragem, Gilvanes Araújo, também foi ouvido, mas na condição de declarante.

Durante a audiência, as testemunhas responderam a questionamentos feitos, primeiramente pelo representante do Ministério Público, Reynaldo Serpa, e, posteriormente, pelos advogados de defesa dos 17 réus da operação, dentre eles, do ex-presidente da FPF, Amadeu Rodrigues, do ex-presidente da Comissão Estadual de Arbitragem de Futebol (Ceaf-PB), José Renato Soares, do ex-vice-presidente de futebol do Botafogo-PB, Breno Morais, e o ex-presidente do Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol (TJDF-PB), Lionaldo Silva, que está advogando em causa própria.

Êxito na audiência. O representante do MPPB, o promotor Reynaldo Serpa, falou sobre a audiência, demonstrando que ficou satisfeito com o que ouviu das testemunhas. Serpa reiterou que o crime praticado pelos acusados foi o de organização criminosa e que isso fica provado nas interceptações telefônicas realizadas pelos órgãos investigativos e denunciantes.

MPPB quer celeridade. De acordo com o promotor Reynaldo Serpa, o Ministério Público aguarda que o processo seja julgado com celeridade, para que a sociedade tenha uma resposta sobre os fatos denunciados. “Creio que, com um rápido andamento, terminada essa fase, com os réus interrogados, com as alegações finais, haverá a sentença e esperamos que seja feita de forma rápida, para dar uma reposta à sociedade e restabelecer a credibilidade do futebol paraibano”, completou o promotor.

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