segunda, 23 de novembro de 2020

Futebol
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Mulheres guerreiras: na bola e na vida elas são campeãs

Raniery Soares / 08 de março de 2016
Foto: Arquivo
Desde que nascem, as mulheres são inclinadas pelas famílias para desenvolver atividades comuns ao sexo feminino. Na infância, por exemplo, as brincadeiras com bonecas são o passatempo quase que obrigató- rio, mas e no dia em que elas resolvem fazer diferente? Foi assim com a técnica de futebol Gleide Costa, que hoje comanda o time feminino do Botafogo da Paraíba. Neste dia 8 de março, a paraibana conta um pouco dos desafios vividos no universo esportivo, que por muito tempo foi dominado exclusivamente pelos homens.

O trabalho de Gleide é árduo e no ano passado o caminho foi ainda mais difícil, quando ela disputou junto com as Belas do Belo (time feminino do Botafogo), a Copa Brasil de Futebol Feminino. A treinadora paraibana também teve a sua vivência como atleta e disse que apesar do preconceito ainda existir, as mulheres que jogam o futebol e o futsal precisaram aprender a ‘driblar’ a ignorância das pessoas. “Sempre costumo dizer que o preconceito é fruto da falta de conhecimento, o que gera a ignorância. Quando comecei a jogar, confesso que as adversidades eram bem maiores e hoje não foram elas que diminuíram, mas fomos nós mulheres que aprendemos a driblar este tipo de acontecimento nas nossas vidas. Mas, posso dizer que vamos continuar firmes nesta luta em prol do crescimento do nosso esporte”, disse.

Em relação ao esporte, Gleide afirmou que algumas iniciativas nos últimos anos passaram a valorizar o trabalho do futebol e do futsal feminino, que são as modalidades em que a treinadora trabalha. Segundo ela, a criança e também a reativação de competições voltadas para este segmento esportivo reforçam a importância do esporte no universo feminino e também oportuniza as atletas de mostrarem o seu potencial.

“Aqui tivemos o Campeonato Paraibano, a Taça João Pessoa e ainda sediamos partidas aqui do Brasileiro. São iniciativas como estas que precisamos, mas também não podemos deixar de lado a questão financeira, que em muitos casos é o que trava o crescimento não só do futebol ou do futsal, mas de várias modalidades. Esta é a nossa grande vontade, que os parceiros vejam os incentivos não apenas como uma ajuda, mas como investimento”, frisou Gleide, em entrevista.

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