quarta, 12 de maio de 2021

Futebol
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Ministério Público pede destituição de dirigentes do Belo e da Raposa

Gabriel Botto / 05 de setembro de 2018
Foto: Nalva Figueiredo
Após cinco meses da deflagração da Operação Cartola, que investiga fraudes no futebol paraibano, o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba (MPPB) denunciou e pediu o afastamento dos dirigentes do Botafogo-PB e Campinense.

Segundo o órgão, eles fazem parte de um esquema de manipulação de resultados, que foi desbaratado após o término do Campeonato Paraibano deste ano. Na denúncia, os dirigentes estão sendo enquadrados no crime de organização criminosa e a pena pode ser a prisão de três a oito anos e pagamento de multa.

Pelo lado do Botafogo-PB, os denunciados são José Freire da Costa (Zezinho), Breno Morais Almeida, Guilherme Carvalho do Nascimento (Novinho), Francisco de Sales Pinto Neto, Alexandre Cavalcanti Andrade de Araújo, além de Alex Fabiano dos Santos, que não é dirigente do Belo, mas segundo a denúncia, esteve envolvido no esquema.

Já na parte que envolve o Campinense Clube, os denunciados foram o presidente José William Simões Nilo, além de Danilo Ramos da Silva, que segundo o MPPB, contribuiu diretamente com o dirigente do Campinense na corrupção do também denunciado Francisco Carlos do Nascimento, árbitro que atuou na partida Campinense e Botafogo, válida pelo Campeonato Paraibano, realizada no dia 5 de abril deste ano, quando a Raposa venceu por 1 a 0.

Os dirigentes foram denunciados por fraudes nos sorteios de árbitros para os jogos de seus respectivos clubes e por fraudes na arbitragem de jogos de futebol com o objetivo de beneficiar algumas equipes que disputavam o Campeonato Paraibano.

As condutas dos denunciados se enquadram no artigo 2º da Lei 12.850/3 que prevê a promoção, constituição, financiamento ou integração, pessoalmente ou por interposta pessoa, de organização criminosa. A pena para o delito pode ser de três a oito anos de prisão e multa, sem prejuízo das penas correspondentes às demais infrações penais praticadas.

Além das punições criminais, o Ministério Público requisitou o afastamento dos denunciados de suas respectivas entidades desportivas.

Sousa e Treze

Os processos envolvendo Sousa e Treze tiveram pedido de arquivamento protocolado, pois segundo o Gaeco, não foram encontradas provas, mas apenas evidências das práticas criminosas envolvendo dirigentes das duas equipes.

No Galo da Borborema estavam sendo acusados Juarez Lourenço Gouveia, Fábio Leonardo Medeiros de Azevedo, Alankardec Cavalcanti de Morais, Lucius Fabiani de Vasconcelos Sousa e Lucas de Andrade Alves. Já no Dinossauro, apenas o presidente Francisco Aldeone Abrantes estava no processo.

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