quarta, 12 de maio de 2021

Futebol
Compartilhar:

Justiça determina afastamento de Amadeu Rodrigues da FPF

Gabriel Botto e Raniery Soares / 28 de junho de 2018
Foto: Reprodução
A Justiça da Paraíba acatou nessa quarta-feira  (27) o pedido do Ministério Público Estadual (MPPB) e determinou o afastamento imediato do presidente da Federação Paraibana de Futebol (FPF), Amadeu Rodrigues, e, com isso, a posse do vice-presidente da entidade, Nosman Barreiro. Decisão foi assinada pela juíza Shirley Abrantes Moreira Régis.

Além do afastamento imediato do órgão futebolístico, o cartola deve ter seu passaporte confiscado pela Justiça. Na decisão, a juíza comunica à Polícia Federal para que tome as medidas cabíveis para os denunciados não se ausentarem do país. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também será comunicada para formalizar o afastamento de Amadeu da FPF.

Assim como o presidente afastado Amadeu Rodrigues, outros cinco ocupantes de cargos em entidades esportivas paraibanas também estão enquadrados na mesma determinação judicial. São eles Lionaldo Silva (presidente do TJDF-PB); Marinaldo de Barros (procurador-geral do TJDF-PB); José Renato Soares (ex-presidente da Comissão Estadual de Arbitragem da Paraíba); Severino José de Lemos (ex-membro da Ceaf-PB) e Genildo Januário da Silva (vice-presidente do Sindicato dos Árbitros da Paraíba).

Até o fechamento desta matéria, o Correio tentou contato por telefone com o advogado Solon Benevides, que representa o presidente Amadeu Rodrigues na ação, mas as ligações não foram atendidas.

Denúncias arquivadas

O Ministério Público da Paraíba (MPPB), através do Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado), também solicitou à Justiça Paraibana o arquivamento da denúncia referente à 14 nomes, que também foram investigados pela Operação Cartola.

O principal nome da lista é o do árbitro Renan Roberto, considerado um dos melhores nomes e um dos que mais representa a Paraíba no cenário nacional, já que sempre é escalado pela CBF para importantes jogos do Campeonato Brasileiro e Copa do Nordeste, em todas as regiões do Brasil.

Alguns destes nomes ainda vão precisar cumprir as medidas cautelares solicitadas pelo MPPB e acatadas pela Justiça.

De acordo com o documento, a qual o Correio da Paraíba teve acesso, na lista constam funcionários da Federação Paraibana de Futebol (FPF) e árbitros dos quadros local e nacional, além de dois dos estados de Sergipe e Alagoas, que atuaram nas partidas finais do Campeonato Paraibano deste ano.

Sobre esta parte da denúncia, o documento do Ministério Público disse que “apesar de se divisar a materialidade dos vários crimes narrados na peça acusatória, as investigações não apontaram elementos razoáveis/consideráveis que pudessem ensejar indícios suficientes de que os referidos investigados fossem autores dos respectivos crimes”.

Por causa disso, o órgão “deixa de denunciar os nacionais relacionados, momento em que requer, sejam os respectivos autos, no que couber aos investigados, devidamente arquivados”.

Porém, o documento do Ministério Público explica que mesmo com o pedido de arquivamento, as investigações continuam e estes nomes podem voltar à relação dos que agora seguem denunciados.

“O respectivo arquivamento não exclui a apreciação de fatos novos que, por ventura surjam no carrear de novas investigações, e que tragam em seu bojo elementos suficientes de autoria, capazes de demandar as respectivas ações penais”.

Relacionadas