terça, 11 de dezembro de 2018
Futebol
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Gerente de futebol do Treze fala sobre relação com Tite

Lídice Pegado / 27 de junho de 2018
Foto: Acervo pessoal
A seleção brasileira entra mais uma vez em campo pela Copa do Mundo, desta vez, tendo pela frente a Sérvia. Uma pessoa – em especial - quando entrar em campo, ou melhor, ficar próximo das quatro linhas, trará um sentimento muito especial para o gerente de futebol do Treze, Gil Baiano. A vibração e principalmente as cobranças do técnico Tite farão com que o dirigente volte 18 anos na sua vida, quando caminharam juntos e conquistaram um título pra lá de especial. Essa história de amizade, o dirigente contou ao Correio.

Tudo aconteceu em 2000, quando Gil foi jogador do Caxias-RS, que será o próximo adversário do Galo da Borborema na Série D do Campeonato Brasileiro. Sim! Um dos ídolos do Caxias vai confrontá-lo, agora fora de campo, valendo o acesso e a tão sonhada vaga na Série C do próximo ano.

Em conversa com o Correio, Gil Baiano relembra momentos e se orgulha da marca que deixou no time gaúcho, contando com alegria, que em uma votação que aconteceu lá em Caxias do Sul-RS, ele foi eleito o jogador mais importante da história do título de 2000, sendo eternizado na memória dos torcedores e de todos os que fizeram parte do time, inclusive do tão respeitado e querido Tite.

Nos dias em que o Brasil entra em campo, o coração do gerente de futebol alvinegro bate um pouco mais forte. Enquanto atleta e meio-campista dos bons, Gil defendeu as cores azul e grená do Caxias, sendo comandado por ninguém mais, ninguém menos que Tite. O sentimento que toma conta de Gil Baiano é tão somente um reflexo das lembranças de uma excelente relação, que rendeu o único título estadual do time, conquistado em 2000.

O Caxias foi o clube que praticamente projetou Tite enquanto técnico, já que foi onde teve a sua primeira campanha de sucesso, derrotando o poderoso Grêmio na final do Estadual da época. Assim que começou a trabalhar com ele, Gil Baiano já sabia que o destino do treinador seria a seleção brasileira e ele conta que, de certa forma, profetizou isso.

“Com menos de 30 dias de trabalho, liguei pro meu pai, meu saudoso pai, e disse a ele que aquele treinador ainda iria treinar a seleção, eu só não sabia quando. falei para o próprio Tite, na ocasião, e quando ele foi convidado pela CBF para ser treinador da seleção, ele escreveu um e-mail para mim e relembrou esse momento”, contou.

Gil ainda mantém uma relação muito tranquila com Tite até hoje. Baiano disse que Tite é excelente, quando o assunto é relações humanas: um treinador sério na hora que tem que ser, e brincalhão quando convém.

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