sexta, 22 de janeiro de 2021

Futebol
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Ex-presidente da FPF, Rosilene Gomes é condenada por furto qualificado

Raniery Soares / 25 de janeiro de 2018
Foto: Arquivo
Quase quatro anos fora da Federação Paraibana de Futebol (FPF), a ex-presidente Rosilene Gomes sofreu mais um revés para enriquecer os escândalos do seu currículo como dirigente de uma entidade esportiva. Nessa quarta-feira (24), o juiz Geraldo Emílio Porto, da 7ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) condenou a ‘dama de ferro’ a cinco anos de prisão em regime semiaberto, por furto duplamente qualificado.

Além dela, o ex-secretário geral da entidade, Antônio Alves Gonçalves (o Toinho) também teve uma pena de quatro anos de reclusão imputada. A princípio, ambos responderão em liberdade.  O atual vice-presidente do Sindicato dos Árbitros da Paraíba, Genildo Januário e o ex-funcionário da FPF, Kleber Fábio Pereira de Lima, também envolvidos no processo, foram absolvidos.

O processo é fruto de uma denúncia da então Junta Governativa, que administrou a FPF durante o afastamento de Rosilene. A acusação é que, à mando dela, um kit de materiais esportivos que foi enviado pela CBF (geralmente para ser distribuído para o quadro de árbitros de cada estado), avaliado em R$ 15 mil, teria sido furtado e encaminhado para uma fábrica pertencente a ex-presidente.

Na época, a CBF declarou que o kit era composto por cinco camisas pólo, 10 chuteiras , 10 jaquetas de frio, 20 calças de treino, 20 calções de jogo, 20 casacos-hino, 40 calções de treino, 50 calções térmicos, 50 camisas térmicas, 50 meiões de jogo e 80 agasalhos.

Em depoimento, Antônio Gonçalves confessou o crime e disse que cometeu porque, mesmo com a saída de Rosilene Gomes, ele continuava recebendo e cumprindo ordens da ex-mandatária. Toinho afirmou, em juízo, que ela pediu para que o material fosse guardado na sala dos árbitros, na sede da FPF e que logo após, ele receberia sacos pretos para que tudo fosse embalado e logo depois, entregue na fábrica pertencente a ela.  O juiz declarou que em alguns momentos, Antônio se contradiz no depoimento, sem deixar claro se quem o ajudou foi Kleber (ex-motorista da FPF) ou Genildo Januário (que na época, ocupava o cargo de presidente do Sindicato dos Árbitros da Paraíba) a cometer o delito e por isso, ambos foram absolvidos.

O crime acabou sendo classificado como furto duplamente qualificado, pois o juiz entendeu que Rosilene aproveitou da confiança que os envolvidos tinham nela, para que o ato fosse consolidado.

O outro lado

O Correio tentou entrar em contato com a ex-presidente Rosilene Gomes, mas as ligações não foram atendidas.  A reportagem também tentou contato com alguns advogados que já defenderam a ex-mandatária em algumas ações judiciais (inclusive nesta), mas as ligações também não foram atendidas.

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