segunda, 25 de janeiro de 2021

Campeonato Paraibano
Compartilhar:

Sindicato quer quebra de sigilo bancário e telefônico de árbitros da PB

Allan Hebert / 06 de abril de 2017
Seguindo aquela máxima “quem não deve não teme”, o vice-presidente Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado da Paraíba (Sinafep), Genildo Januário da Silva, encaminhou um ofício endereçado ao presidente do Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba (TJDF-PB), Lionaldo Santos, solicitando que sejam quebrados os sigilos bancários e telefônicos dele e dos demais árbitros do Estado, para que seja esclarecida a suposta ‘máfia do apito’ no nosso futebol.

“Os árbitros de futebol da Paraíba são todos idôneos e seguem imparciais em todos os jogos. O Walter colocou em xeque a idoneidade de todos os nossos profissionais em xeque e ele terá que provar isso. Quem não deve não teme”, explicou Genildo.

Em entrevista ao Correio Esporte, da TV Correio, o procurador do TJDF-PB, Marinaldo Barros confirmou que poderia ser pedida à quebra do sigilo bancário e telefônico dos árbitros paraibanos, mas Genildo Januário se antecipou ao procurador e já se colocou à disposição.

Toda a polêmica veio à tona após áudios vazados em que supostamente o zagueiro Walter, que defendeu o Botafogo-PB entre 2014 e 2015, admitia a existência de um esquema de compra de resultados para favorecer o clube da Capital. Tanto que, o TJDF-PB já abriu um inquérito para investigar o caso.

Por enquanto, o processo segue em fase inicial. No documento divulgado pelo Tribunal, ele colocou como parte do processo o próprio Botafogo Futebol Clube, o seu vice-presidente de futebol Breno Morais, o zagueiro Walter e o árbitro João Bosco Sátyro, que foram denunciados no áudio pelo jogador. O defensor, que hoje atua no Rio Claro-SP, prestará depoimento no Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo, à pedido de Lionaldo.

A auditora Nilza Carolina Albuquerque Barreto foi designada como relatora do processo e tem até o dia 13 deste mês para dá um parecer sobre o caso. Depois disso, as partes envolvidas no processo começarão a ser ouvidas.

Relacionadas