sexta, 21 de setembro de 2018
Campeonato Paraibano
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Donos das melhores campanhas, Campinense e Botafogo se enfrentam

Allan Hebert / 05 de abril de 2018
Foto: Rafael Passos
Equipes de melhores índices técnicos do Campeonato Paraibano 2018, Campinense e Botafogo começam a decidir hoje o título do certame estadual. Os primeiros 90 minutos da final serão disputados a partir das 20h30, no estádio Amigão, em Campina Grande. Vale lembrar que, por ter feito a melhor campanha, o Belo joga por dois resultados iguais e ainda decide em casa.

O jogo de hoje marcará o primeiro encontro de Raposa e Belo na temporada, já que os times ficaram chaveados no Grupo A e não se enfrentaram na primeira fase. Com campanhas muito parecidas na fase de grupos, as equipes brigaram até a última rodada pela liderança, que acabou com o Campinense, que teve 23 pontos contra 22 do rival. A primeira colocação classificou o Rubro-negro direto para a semifinal, enquanto o Bota ainda teve que encarar o Sousa na segunda fase.

Ao longo das fases anteriores do Campeonato Paraibano, Campinense e Botafogo se destacaram em aspectos bem distintos. Enquanto a Raposa comandada por Ruy Scarpino é muito forte principalmente no seu sistema defensivo, o Belo é disparado o time de melhor ataque da competição.

A zaga raposeira só foi vazada quatro vezes em 12 jogos, o que representa uma excelente média de 0,33 tentos por partida. Já o sistema defensivo do Alvinegro da Estrela Vermelha levou mais que o triplo de gols em relação ao rival na decisão. Ao todo, o time de Leston Júnior sofreu 14 tentos.

Já quando o quesito são gols marcados o Botafogo ganha de goleada do Campinense. O sistema ofensivo do Belo anotou nada menos que 33 gols em 14 partidas, uma média de 2,35 por jogo. A Raposa foi bem mais econômica no quesito e marcou apenas 19 vezes.

O principal responsável pelos tentos do Belo foi o centroavante Nando, que marcou nove vezes e lidera a corrida pela artilharia. No Campinense, Müller Fernandes foi o atacante mais efetivo, com quatro gols.

Quarta final em cinco anos

Campinense e Botafogo já enfrentaram várias vezes em decisões de campeonato, mas a rivalidade do Clássico Emoção foi fortalecida nesta década. Nos últimos cinco anos, este será o quarto certame que será definido entre eles. Até o momento, o time de Campina Grande leva vantagem, com dois títulos contra um do rival.

O primeiro encontro da década em uma final foi em 2014. Naquela ocasião, o Botafogo comandado por Marcelo Vilar fez o dever de casa no primeiro e venceu por 3 a 0. Na partida de volta, no Amigão, o Belo jogou com o regulamento embaixo do braço e segurou o empate em 0 a 0 para conquistar o bicampeonato, já que um ano antes havia vencido o Treze na decisão.

No ano seguinte, mesmo com um regulamento diferente, as duas equipes polarizaram a disputa. O Campeonato Paraibano foi decidido em um quadrangular final, que contou com a participação de Auto Esporte, Botafogo, Campinense e Treze. A Raposa treinada pelo folclórico Francisco Diá superou os três adversários e conquistou o título com uma rodada de antecedência, após vencer o Auto em João Pessoa. O Belo ficou com o vice.

O último confronto decisivo ocorreu em 2016 e novamente o Campinense levou a melhor. Em decisão muito acirrada, a Raposa só levou a melhor pela vantagem de atuar por dois resultados iguais. No primeiro confronto, no Almeidão, o time de Diá venceu por 3 a 2. Já na partida de volta, o Alvinegro da Estrela Vermelha conseguiu ganhar por 1 a 0, em Campina Grande, mas não foi suficiente e a torcida raposeira fez a festa no Amigão.

Será que a Raposa amplia a vantagem ou Belo empata as disputas na década? Só saberemos o desfecho após os 90 minutos finais do duelo, domingo, às 19h, no Almeidão.

Como chegam os times?

Ao contrário do Botafogo, que vem de uma desgastante sequência de jogos decisivos pelo Paraibano e pela Copa do Nordeste, o Campinense chega ao primeiro jogo da final bem descansado. Após eliminar o Grêmio Serrano na semifinal, a Raposa teve um intervalo de dez dias sem partidas e pode se preparar bem para o confronto diante do Belo.

Além de ter sua equipe descansada, o técnico Ruy Scarpino também comemora o fato de ter praticamente todo o elenco à disposição neste momento decisivo. A única baixa no time segue sendo o centroavante Rodrigo Silva, que está em processo de recuperação de uma lesão no joelho e só deve voltar a jogar na Série D do Campeonato Brasileiro.

O Botafogo também chega à final muito confiante, apesar do desgaste de ter jogado sete partidas, a maioria delas de caráter decisivo, num intervalo de 25 dias. As duas vitórias sobre o Treze, que garantiram ao time as vantagens na decisão, deixaram o elenco ainda mais animado.

Assim como Ruy Scarpino, Leston Júnior não tem muito o que lamentar em relação aos atletas à disposição. A única baixa importante é o lateral-esquerdo Fábio Alves, que vem desfalcando o time há mais de um mês por uma lesão no joelho. Com isso, o meia Mazinho seguirá jogando improvisado no setor.

Leston deve mandar a campo o praticamente o mesmo time que ganhou do Treze no último domingo. A única dúvida é no meio-campo. Hiroshi e Carlos Renato disputam um lugar na equipe.

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