sábado, 16 de fevereiro de 2019
Futebol
Compartilhar:

Atleta se machuca em jogo do Paraibano sub-19 e sofre com falta de ambulância

Allan Hebert / 18 de julho de 2018
Foto: Allan Hebert
Uma cena no jogo dessa terça-feira (17) à tarde, entre Botafogo e Santos de Tereré, pela segunda rodada do Campeonato Paraibano Sub-19, disputado no CT da Maravilha do Contorno, evidencia bem o descaso com as competições amadoras aqui no estado. Aos 15 minutos da primeira etapa, o meia-atacante do Belo, Eduardo, sofreu uma grave lesão no tornozelo direito e ficou por quase 30 minutos caído no gramado aguardando atendimento médico, já que não havia uma ambulância no local.

De acordo com o regulamento específico da competição, elaborado e aprovado pelos clubes que disputam o torneio, o artigo 18, inciso II, fala que “fica sob a responsabilidade do clube mandante manter no estádio 01 (uma) unidade móvel (ambulância), para atendimento médico”. No entanto, não é isso que vem acontecendo nos jogos dos campeonatos das categorias de base da Paraíba há algumas edições. Segundo relatos de pessoas envolvidas com o futebol no estado, não há presença de ambulância em estádio algum.

O principal motivo para a falta de uma unidade móvel nos jogos é o custo elevado, já que a maioria dos clubes não investe no futebol de base. De acordo com o presidente do Santos de Tereré, Leonardo Marsicano, o aluguel de uma ambulância custa aproximadamente R$ 1 mil.

O jovem meia Eduardo, que nada tem a ver com isso, acabou sofrendo as consequências. A ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou ao local com 25 minutos de atraso e o jogador só deixou o gramado quase 40 minutos após a grave lesão no tornozelo. Ele foi encaminhado para o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena.

O perigo não é só para os jogadores, mas também para os torcedores presentes nas praças esportivas, que em caso de algum problema de saúde não teriam atendimento adequado e rápido.

Segurança

Outro fato que chama atenção é a falta de policiamento. Apesar de não ser algo obrigatório no regulamento específico da competição, em alguns jogos como no dessa terça-feira (17), em que um bom número de torcedores estava presente no local, se faz necessário a presença de policiais para controlar qualquer problema que possa acontecer. No entanto, não havia sequer um homem da Polícia Militar no local.

Em edições anteriores foram registradas cenas de violência, tanto por parte de atletas, como por torcedores que estavam prestigiando jogos decisivos.

Relacionadas