quarta, 20 de novembro de 2019
Futebol Americano
Compartilhar:

Campeão da Divisão de Acesso, Tropa Campina terá novos desafios para 2017

Geovanna Teixeira / 25 de dezembro de 2016
Foto: RANIERY SOARES
Em pouco mais de três anos de fundação, o Tropa Campina viveu uma verdadeira epopéia. A equipe quase encerrou suas atividades pelo número excessivo de derrotas e graças a uma nova oportunidade para fazer diferente, o time passou por uma revolução em 2016, ano que tornou realidade o sonho de se sagrar campeão de forma invicta da Conferência Nordeste da Liga Nacional de Futebol Americano e conseguir o acesso para a elite da modalidade no Brasil.

Fundado em 20 de outubro de 2013, o Tropa Campina é oriundo da equipe de futebol americano Treze Roosters, que funcionou durante dois anos e foi e encerrado pelo desejo de unir trezeanos e raposeiros para torcer juntos por uma nova equipe, desta vez usando as cores de Campina Grande e com o nome fazendo referência aos fundadores da cidade, os Tropeiros da Borborema.

Segundo o presidente da equipe, Renan Formiga, a união das duas torcidas de Campina Grande não só trouxe novos torcedores para o então Tropa Campina, como também patrocínio e novos atletas para compor o plantel da equipe. “O Tropa Campina tinha a intenção de juntar todas as torcidas da cidade, o Treze, nosso ex clube e do Campinense que torcia contra nós enquanto usávamos as cores do Galo. Começamos a pensar em conseguir juntar o máximo de gente para torcer e jogar na nova equipe, nós tínhamos poucos atletas, mas a partir o momento que viramos Tropa, ganhamos mais visibilidade, as empresas foram aparecendo para nos ajudar e fomos crescendo”, contou.

Da quase falência ao auge



A história do Tropa Campina nem sempre foi de glórias, em 2014 ano, a equipe campinense participou da Superliga de Nacional e de cinco partidas conseguiu vencer apenas uma. Em 2015, o Tropa também não teve bom êxito no torneio ‘São João Bowl’ contra o Caruaru Wolves, onde foi derrotado no jogo de ida na cidade pernambucana e desistiu de fazer a partida de volta na Paraíba.

Ainda de acordo com Renan, após a derrota para o Wolves, o Tropa ficou muito próximo de fechar as portas. A montagem de uma nova comissão técnica foi solução para a má fase da equipe. “Ficamos bem próximo de fechar no ano passado, logo após o jogo contra o Caruaru Wolves. Para não acabar, seguramos a galera que estava desanimada, quando chegaram os treinadores que eram do Espectros, a gente viu uma mudança, as vitórias começaram a vir”, disse.

Em 2016, o Tropa Campina passou por uma verdadeira transformação, além da mudança interna, o time começou a mandar as partidas no Estádio Amigão e com isso aumentou o número de torcedores presentes nos jogos. De acordo com o presidente da equipe, no primeiro jogo no Colosso da Borborema cerca de mil pessoas prestigiariam a vitória do Tropa sobre o ABC Scorpions por 17 a 10 e as outras partidas manteram um bom número de torcedores incentivando o time.

Coroando o ano vitorioso, o Tropa Campina garantiu o acesso para a elite do futebol americano nacional após vencer o Maceió Marajás por 15 a 07 e ser campeão da Conferência Nordeste da Liga Nacional de Futebol Americano, no último domingo. A equipe campinense contou com o apoio de mais de 100 torcedores que saíram da Rainha da Borborema para prestigiar o título inédito do time.

Segundo Renan, a parceria com a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) foi fundamental para a concretização do sonho de ser campeão, já que a instituição é responsável pelo custeio das viagens, que giram em torno de R$ 4mil. “Muitos times do Nordeste sofrem por não ter esse apoio e  diversas vezes deixam de viajar por falta de dinheiro”, disse.

O acesso do Tropa para a Superliga irá dividir a torcida dos amantes do futebol americano na Paraíba entre o time de Campina Grande o João Pessoa Espectros, campeão da competição em 2015. Renan relembra que apesar de terem iniciado as atividades quase que no mesmo período, o Espectros passou a encarar o futebol americano de forma mais profissional primeiro e por isso hoje colhe bons frutos disso. O dirigente conta que até o momento não existe essa rivalidade entre as equipes e que vê o time rubro-negro como um exemplo. “Não houve muita influencia do Espectros em relação ao nosso crescimento, mas enxergamos o time de João Pessoa como uma meta a ser alcançada”, falou.

Relacionadas